domingo, 23 de janeiro de 2011

Souvenaid: : O anti-Alzheimer milkshake

Depois de beber milagre por dia, que estimula a memória: O anti-Alzheimer milkshake

By Fiona Macrae Por Fiona Macrae
Last updated at 9:05 AM on 8th January 2010 Última actualização às 09:05 de 08 de janeiro de 2010
milkshake Anti-Alzheimer Morango
Brain booster: The strawberry shake improves short-term memory in those in the early stages of Alzheimer's booster Cérebro: 

O shake de morango melhora a memória de curto prazo nos nos estágios iniciais da doença de Alzheimer

A memory-boosting milkshake for Alzheimer patients could be available within two years.

Um milkshake de memória impulsionar para pacientes de Alzheimer pode estar disponível dentro de dois anos.

Tests show that taken once a day with breakfast, the strawberry shake significantly improves short-term memory in those in the early stages of the devastating disease.

Os testes mostram que uma vez por dia com café da manhã, o shake de morango melhora significativamente a memória de curto prazo nos nos estágios iniciais da doença devastadora.

The changes were apparent after only 12 weeks, providing 'compelling evidence' of the drink's potential, the journal of the American Alzheimer's association reports.

As mudanças foram evidentes após apenas 12 semanas, fornecendo "evidências convincentes" do potencial da bebida, o jornal relata a Alzheimer's Association americana.

Further, large-scale trials of Souvenaid, which contains a cocktail of brain nutrients found naturally in breast milk, are already under way.

Além disso, estudos em larga escala de Souvenaid, que contém um coquetel de nutrientes do cérebro encontrado naturalmente no leite materno, já estão em andamento.

If they are successful, it could be marketed by Shape and Actimel manufacturer Danone.

Se forem bem sucedidos, poderia ser comercializado pela Forma e fabricante Danone Actimel.

It is likely to be displayed behind-the-counter in pharmacies and sold after a brief consultation, in a similar way to some cough mixtures.

É provável que seja mostrada por trás do balcão nas farmácias e vendido após uma breve consulta, de forma semelhante a algumas misturas de tosse.

Researcher Professor Richard Wurtman said: 'This is something that has no toxicity, that gives you better function than you started with.

Pesquisador e Professor Richard Wurtman disse: 'Isto é algo que não tem toxicidade, que lhe dá a melhor função do que quando começou.  

If it works in the follow-up studies, it is very exciting.'

Se ele funciona no seguimento de estudos, é muito emocionante. "

Alzheimer's and other forms of dementia blight the lives of 400,000 Britons and their families – and the number of cases is expected to double within a generation.

Alzheimer e outras formas de demência praga a vida de 400 mil britânicos e suas famílias - e do número de casos deve dobrar dentro de uma geração.

There is no cure and existing drugs, which raise levels of key brain chemicals, do not work for everyone and their effects wear off over time.

Não há cura e as drogas existentes, o que aumenta os níveis de químicos cerebrais chave, não funciona para todos e seus efeitos desapareçam com o tempo.

Rather than targeting brain chemicals, the drink focuses on the connections that carry vital messages between brain cells.

Ao invés de segmentação de produtos químicos do cérebro, a bebida foca as conexões que levam mensagens entre as células cerebrais vitais.  

Damage to these connections, or synapses, is blamed for many of the symptoms of Alzheimer's disease, including memory loss.

Danos a essas conexões, ou sinapses, é responsabilizado por muitos dos sintomas da doença de Alzheimer, incluindo a perda de memória.
Professor Wurtman, of the Massachusetts Institute of Technology in Boston, pinpointed the compounds which work together to make new connections.

Professor Wurtman, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Boston, identificou os compostos que trabalhar juntos para fazer novas conexões.

The three key ingredients – OMEGA-3 fatty acids, URIDINE and CHOLINE – are all found in breast milk.

Os três ingredientes principais - os ácidos graxos OMEGA-3, URIDINA e COLINA - são encontradas no leite materno.  

Other ingredients include B VITAMINS and health-boosting antioxidants.

Outros ingredientes incluem VITAMINA B e ANTIOXIDANTES de impulso.

The milky 'cocktail' was tested in elderly men and women in the early stages of Alzheimer's.

A Láctea 'cocktail' foi testada em homens e mulheres idosos nos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

Half were asked to take the drink with breakfast for three months and half were given a substitute drink which looked and tasted the same but lacked the key ingredients.

Metade foi convidado a tomar a bebida com café da manhã por três meses ea outra metade recebeu uma bebida de substituição que parecia e tinha o mesmo gosto, mas não tinha os principais ingredientes.

They were then given a battery of memory tests, including one in which they were questioned on details of a story around half an hour after being told it.

A eles foram então dadas a uma bateria de testes de memória, incluindo uma em que foram questionados sobre detalhes de uma história em torno de meia hora após ser dito eles.

Demência
Growing concern: Alzheimer's and other forms of dementia blight the lives of 400,000 Britons and their families (posed by models) 

A crescente preocupação: a doença de Alzheimer e outras formas de demência arruinar as vidas de 400 mil britânicos e suas famílias (levantado por modelos)

This type of short-term memory loss is typical of Alzheimer's.

Este tipo de perda de memória a curto prazo é típico da doença de Alzheimer.

Those taking Souvenaid were almost twice as likely to score better at the end than at the beginning of the three-month trial, the journal Alzheimer's & Dementia reports.

Aqueles que tomaram  Souvenaid tiveram quase duas vezes mais chances de melhor pontuação no final do que no início do julgamento de três meses, os relatórios de diário de Alzheimer e Demência.

Overall, 40 per cent of those who had taken SOUVENAID showed improvement, compared with 24 per cent given the dummy drink.

Globalmente, 40 por cento daqueles que tinham tomado SOUVENAID apresentaram melhora, em comparação com 24 por cento tendo em conta a bebida fictícia.

The drink did not produce improvements in scores for tests of orientation and spatial awareness – but this may be because these traits do not tend to fade until later in the illness.

A bebida não produziu melhorias nos escores de testes de consciência e orientação espacial - mas isto pode ser devido a essas características não tendem a desaparecer até mais tarde na doença.

Flemming Morgan, of Danone, which funded the research, said: 'Our goal is to make a proven and positive difference in the lives of millions of people with Alzheimer's and their carers.'

Flemming Morgan, da Danone, que financiou a pesquisa, disse:

"Nosso objetivo é fazer a diferença comprovada e positiva nas vidas de milhões de pessoas com Alzheimer e seus cuidadores.

In Britain, Rebecca Wood, chief executive of the Alzheimer's Research Trust, said: 'It's very early days, but this study does suggest that this multinutrient drink is worthy of further investigation.'

Na Grã-Bretanha, Rebecca Wood, chefe-executivo da organização Alzheimer's Research Trust, disse:

"É muito cedo, mas este estudo sugere que essa bebida multinutriente é digno de uma investigação mais aprofundada."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lista dos melhores alimentos para a saúde do cérebro humano.

Alimentos para o cérebro

Aqui está uma lista dos melhores alimentos para a saúde do cérebro humano. Às vezes nós não nos importamos com nossos alimentos. Devemos lembrar que "Nós somos aquilo que comemos". Cérebro é a parte mais importante do nosso corpo que precisam de nutrição de nossos alimentos. Portanto, temos de considerar a comer os melhores alimentos para o cérebro de saúde. Aqui estão 10 dos melhores alimentos para a saúde do cérebro humano
10. Cereais integrais 


Grãos integrais está trabalhando para aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro. É muito favorável para a qualidade ea quantidade da função cerebral. Essas sementes contêm grande quantidade de vitamina B6, que é cheio de tiamina. A tiamina é grande para qualquer um tentando melhorar a memória. A investigação científica tem mostrado que a perda de memória aumentou dramaticamente durante o final dos anos 60 ou começo dos anos 70. Comer grãos inteiros é bom, enquanto nós envelhecemos.

Cereais integrais
9. Ovos 


À medida que envelhecemos, nosso cérebro começa a encolher por causa de algo chamado de atrofia do cérebro. No entanto, podemos lutar contra este processo natural de rotina comer os ovos. Isto é porque os ovos contêm uma grande quantidade de vitamina B12 e lecitina. Vitamina B12 útil contra o encolhimento do cérebro, que é muitas vezes visto na doença de Alzheimer.Ovos é muito útil para a saúde do cérebro, embora muito pouco saudável se comido muito, porque cheia de ácidos graxos essenciais. gema de ovo, apesar de conter colesterol muito alto, contêm colina alta, que é a substância de construção das células cerebrais. Colina pode ajudar a melhorar a memória. Mais uma vez não ter ovos para muito em um dia, apenas 1-2 ovos por dia é suficiente.

Ovos
8. Ostras
Se você gosta de frutos do mar, é claro que você gosta de comer. A pesquisa mostrou que a ostra é muito benéfico para o cérebro. As ostras são ricas em zinco e minerais de ferro, que é muito útil para manter a mente afiada e melhorar a capacidade de recordar informações facilmente. Zinco e ferro tem sido associado com a capacidade do cérebro de ficar concentrados e lembrar de informações. Falta de zinco e ferro pode levar a distorções de memória, baixa concentração e, claro, de outras doenças por todo o corpo.

Ostras
7. chá chá, especialmente verde 


Você gosta de beber o café da manhã? Tentar substituí-lo com uma xícara de chá! Apenas acabado de fazer, chá verde ou chá preto é muito benéfico para o cérebro, pois contém catequinas. Você já teve um dia onde você simplesmente se sente cansado, cansado, e "preguiça" de pensar? Talvez porque menos catequina em seu cérebro. Catequina útil para manter a mente afiada, fresco, e funcionar corretamente. Permite também mais relaxado e ajuda a combater a fadiga mental. O chá verde é muito mais forte do que o chá preto, ambos muito bons para você.

O chá verde


6. Berries 


Blueberry é muito bom para melhorar as habilidades motoras e total capacidade de aprendizagem. A maioria dos frutos, incluindo amoras, mirtilos, framboesas, etc, estão cheios de antioxidantes que são bons para melhorar a saúde do cérebro. Você pode ajudar a reverter os efeitos do envelhecimento no cérebro por comer essa fruta uma vez por dia. Berry, a maioria contêm fisetina e flavenoid, que é muito bom para melhorar a memória, e permitir-lhe para recordar fácil de eventos passados.

Berries
5. Caril 


Curry é uma especiaria de origem indiana. É um tempero em pó de cor amarela e gosto picante e exótico. Usa-se uma pequena porcao para temperar molhos, frangos e peixes. Está a venda em todos os supermercados no local onde ficam, os condimentos. O preço e barato e vale a pena comprar para conferir. Obs. Nao esquecer de usar um pouquinho só
Curry é muito útil para manter o cérebro fresco. Como o principal ingrediente do curry em pó, da curcumina cheio de antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento do cérebro e manter a função cognitiva à medida que envelhecem. Os antioxidantes também estão lutando contra os danos dos radicais livres que podem ocorrer no cérebro e no corpo. Os radicais livres podem causar inflamação e outras doenças no organismo. Curry não só é bom para o cérebro, também pode combater diabetes e doenças cardíacas.

Caril
4. Os vegetais verdes frondosos 


vegetais folhosos verdes, como repolho, couve, espinafre, etc, é muito bom para o cérebro das crianças e dos adultos. Este vegetal é muito útil quando precisamos de recordar informações antigas e processos, como você aprendeu ontem. Isso ocorre porque esses alimentos são cheios de vitaminas B6, B12 e ácido fólico, que é um composto importante para o cérebro precisa para quebrar os níveis de homocisteína, que pode levar ao esquecimento e à doença de Alzheimer ainda. Estes vegetais são freqüentemente contém alto teor de ferro. Então, as crianças devem ser ensinadas a comer verduras.

Os vegetais verdes frondosos
3. Nozes e Sementes
Olhando para lanches que têm bons efeitos para o cérebro? É snacks de nozes e sementes.Como amendoins, avelãs, castanhas, amêndoas, nozes, pecans, sementes de abóbora, sementes de girassol, e outros tipos de nozes ou sementes que você pode pensar é bom para seu cérebro. Nozes e sementes são cheias de vitamina E e ômega-3 ácidos graxos ômega-6, bem como ácido fólico, e vitamina B6. Todos estes nutrientes permite pensar com mais clareza. Elas também ajudam você a pensar mais positivo, porque o Omega-3 e Omega-6 gordos ácidos trabalho como antidepressivos naturais. Algumas sementes e nozes são também cheio de tiamina e de magnésio, o que é bom para a memória e as funções cognitivas do cérebro.

Nozes e sementes
2. Peixe 


Peixes em geral é muito benéfico para sua saúde, especialmente para o seu cérebro. Fish está cheio de Omega-3, que é um ácido graxo que é muito benéfico para o organismo em vários aspectos. Comer uma porção de peixe por semana pode reduzir muito a chance de contrair a doença de Alzheimer. Estes ácidos gordos ajudam a função do cérebro, porque casaco que os neurônios que às vezes tem uma camada de ácidos graxos que são duros com alto teor de colesterol e gorduras saturadas no organismo. Omega-3 irá cobrir os neurônios com gorduras boas, que lhes permite passar facilmente por todo o cérebro. Omega-3 também fornece mais oxigênio para o cérebro, e permite armazenar novas informações ainda lembrando as informações antigas. Os melhores peixes para comer para a saúde do cérebro é o salmão, atum e arenque.

Peixes
1. Chocolate 


Enquanto Você substitui a sua bebida de café com chocolate quente beber cada dia, não é apenas delicioso, mas também muito nutritivo para o seu cérebro. Os cientistas provaram que o teor de antioxidante encontrado no cacau em pó é mais poderoso que os antioxidantes encontrados em outros alimentos, como chá verde ou vinho tinto. Os principais antioxidantes encontrados no cacau, conhecidos como flavonóides, é importante para ajudar a aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro.

Chocolate

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vitamina B12 previne atrofia cerebral e Alzheimer


Baixo consumo do nutriente causa perda de volume cerebral.

Estudo publicado na revista Neurology, por pesquisadores de Oxford University e da Universidade de Oslo, comprovam a ligação entre a falta de vitamina B12 e os casos de atrofia cerebral, um dos agentes usados como marcador de progressão da doença de Alzheimer.

A pesquisa analisou 107 participantes do projeto de Oxford, realizando exames anuais por cinco anos,ressonâncias magnéticas do cérebro, avaliações cognitivas e físicas, entre eles.

A comparação das ressonâncias magnéticas obtidas no início do estudo e aquelas realizadas após cinco anos mostrou maior perda de volume cerebral nos participantes com baixos níveis plasmáticos de vitamina B12. Indivíduos cujos medidores estavam entre os mais baixos tinham seis vezes mais risco de perda de volume cerebral.

Investigações anteriores sobre a vitamina B12 apresentam resultados mistos e poucos estudos têm sido realizados especificamente com o crânio em populações idosas.

Já, nessa pesquisa, foram testados níveis de vitamina B12 de forma mais apurada ao olhar para certos marcadores no sangue.

"O estudo mostra que consumir mais vitamina B12, por meio da ingestão de carne, peixe e cereais enriquecidos, ajuda a prevenir a atrofia do cérebro e ainda salva nossa memória", comenta Dra. Daniela Jobst, nutricionista clínica funcional.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alimente o seu cérebro! fevereiro 19, 2008



SAÚDE! oferece um cardápio de notícias, temperadas com os preceitos da boa ciência, que podem garantir a vitalidade desse complexo comandante do nosso corpo por anos e anos


Em vez de pratos e talheres, tubos de ensaio e microscópios. O apetite fica aguçado, mas por experiências e novas observações. E a cozinha cede espaço ao laboratório, onde cabeças investigam substâncias encontradas nos alimentos capazes de beneficiar nossa massa cinzenta. Como entrada, nesse menu de novidades, é bom lembrar que, nos anos 1990, os cientistas descobriram que, diferentemente do que se imaginava, os neurônios se reproduzem ao longo da vida toda. O nascimento de células nervosas novinhas em folha é chamado de neurogênese. E deguste esta informação, caro leitor as refeições podem estimular esse fenômeno, assegurando funções nobres, como a nossa capacidade de memorizar e raciocinar.No Brasil, talvez ninguém entenda mais desse elo entre nutrição e cérebro do que o professor Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma dieta rica em colina, nutriente que aparece sobretudo na gema do ovo, contribui para a neurogênese, exemplifica o especialista. Nosso organismo, diga-se, depende totalmente dos alimentos para obter a substância, já que não consegue sintetizá-la. E, sem ela, as lembranças não se fixam direito. Se não ingerimos boas fontes de colina, não há produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina, envolvido na formação da memória, completa a nutricionista Luciana Ayer, co-autora do livro Nutrição Cerebral (Editora Objetiva). Outra substância pede a atenção dos que querem conservar a mente: a glutamina. Ela é fundamental para compor o DNA, isto é, o material genético de novas células na massa cinzenta. O organismo até consegue fabricar esse aminoácido. Mas não basta. Para mantê-lo em níveis ideais, precisamos de alimentos protéicos. Aí a melhor fornecedora é a clara de novo, o ovo!E, assim como quem deixa para saborear a melhor parte da refeição por último, falta apontar o mais aplaudido dos ingredientes para preservar a atividade cerebral: o ômega-3. Esse ácido graxo não só favorece o nascimento de neurônios como protege os já existentes. Ele se incorpora às membranas das células nervosas que formam os circuitos responsáveis por funções como a memória, explica o neurologista Greg Cole, diretor do Centro de Estudos sobre Mal de Alzheimer da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Como tudo no nosso organismo, o sistema nervoso necessita de um equilíbrio entre proteínas, gorduras e, claro, carboidrato. O cérebro consome grande quantidade de glicose, justifica Paulo Caramelli, coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia. Daí a importância de comer pães, massas e arroz. Eles seriam uma espécie de combustível dos pensamentos. Já as proteínas fornecem a base para a síntese dos neurotransmissores, essenciais para a comunicação entre os neurônios.Entre as gorduras, reina o ômega-3. Ele melhora a função cognitiva, afasta o mau humor e diminui a ansiedade, garante o médico americano Alan Logan, autor do livro The Brain Diet (A dieta do cérebro). O pesquisador Greg Cole nota que, sozinho, o ômega-3 ajuda, mas, para tirar máximo proveito, é preciso ingerir fontes de antioxidantes. Sem elas, o cérebro fica à mercê de radicais livres, que detonam seus neurônios, afirma. No caso, os alimentos indicados são os vegetais cheios de betacaroteno (cenoura e rúcula) e de flavonóides (soja e cebola). E há ainda a maçã, lotada de substâncias anti-radicais.As frutas cítricas, ricas em vitamina C, também têm ação antioxidante, lembra a nutricionista Gláucia Pivi, do Ambulatório de Neurologia do Comportamento da Unifesp. Outra vitamina que protege o cérebro é a E, encontrada nos óleos vegetais, nos ovos e nas nozes. Ela está associada à baixa incidência do mal de Alzheimer, diz Caramelli.As do complexo B são igualmente importantes para a saúde mental. A B1, presente nos grãos, nas verduras e nos cereais, garante a boa absorção da glicose de que o cérebro tanto precisa. Já a B12, que está no leite, em seus derivados e nos ovos, favorece a memória. E o ácido fólico das verduras verde-escuras e dos cereais integrais freia o declínio cognitivo que vem com a idade, afirma Logan. A letra D fecha o bloco dessas vitaminas. Embora seja obtida pra valer por meio da exposição ao sol, dá para complementar a dose com peixes e leite. Ela também atua na renovação dos neurônios, assegura Cícero Galli Coimbra.No time dos minerais, a nutricionista Luciana Ayer destaca o zinco e o magnésio. O primeiro que aparece nas ostras, nas nozes e na castanha-do-pará combate os radicais livres e beneficia o trabalho dos neurotransmissores. O magnésio, encontrado nas folhas e nas oleaginosas, auxilia nas transmissões nervosas e ainda protege o cérebro do efeito tóxico de aditivos químicos.
A contrapartida é a seguinte: assim como alguns nutrientes são aliados do cérebro, outros representariam uma ameaça, tendo sua parcela de culpa na degradação das células nervosas. Ainda na década de 1990, foram identificados compostos químicos formados durante o cozimento das carnes branca e vermelha as aminas heterocíclicas. Os portadores de males como o Parkinson e o Alzheimer apresentavam níveis bem mais elevados dessa substância no organismo, conta o neurologista Cícero Galli Coimbra. As aminas se unem ao cromossomo do neurônio e desligam alguns genes fundamentais para a célula, que se degenera. Isso, aos poucos, afeta a capacidade de pensar e de recordar as coisas mais simples.Quanto maior o tempo em que a carne fica exposta às altas temperaturas, maior a quantidade das nefastas aminas. Naquele churrasco bem passado, os teores chegam às alturas. Não à toa, Coimbra cita Buenos Aires: a capital argentina, que ama uma parrilla, apresenta um dos maiores índices de portadores de Parkinson do planeta.É claro que ninguém vai sentir os efeitos nocivos logo depois de ir a uma churrascaria. Eles são cumulativos, ressalva o professor. A quantidade de carne consumida ao longo da vida pode determinar o aparecimento de doenças neurodegenerativas no futuro. O médico, por sinal, é radical: sugere aboli-las do dia-a-dia e ele próprio segue à risca sua recomendação, baseada em estudos científicos. Dos animais, para Coimbra, só o peixe está liberado, e, melhor ainda, se for cozido ao vapor, ensopado ou mesmo cru.Alguns de seus colegas não condenam a carne de vez, até porque é grande fornecedora de proteínas e vitaminas. A sugestão é moderar o consumo da vermelha, diz Paulo Caramelli. Para Rubem Guedes, professor de neurofisiologia da Universidade Federal de Pernambuco, comer bife grelhado no dia-a-dia, mas sem exagero, não representa risco. Açúcar também pede parcimônia. Em excesso, ele leva a pequenas inflamações no cérebro que danificam os neurônios, conta Alan Logan. Montar um cardápio que tire um pouco do espaço dos doces e, em compensação, privilegie os ingredientes que alimentam a cabeça é a melhor idéia especialmente para quem pretende ainda ter muitas delas e por muitos anos.
CONTRA PARKINSON E ALZHEIMER…
…invista no ômega-3, presente nos peixes de água fria. Um estudo da Universidade Laval, no Canadá, comprova: esse nutriente reduz os riscos do mal de Parkinson, caracterizado pela morte de neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina. O ômega-3 dispara mecanismos antioxidativos que protegem essas células, diz Frederic Calon, um dos autores do trabalho. Já pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que um tipo específico de ômega-3, identificado pela sigla DHA encontrado nas fontes já citadas dessa gordura , previne Alzheimer. O DHA aumenta a fabricação de uma proteína que, em baixos níveis, contribui para a doença, justifica o líder do estudo, Greg Cole.A DIETA E AS CÉLULAS NERVOSAS
Os neurotransmissores mantêm estreito elo com as proteínas. Muitos desses mensageiros químicos são produzidos por elas, explica Rubem Guedes, professor de neurofi siologia da Universidade Federal de Pernambuco. É o próprio aminoácido o produto final da digestão da proteína que exerce a função de neurotransmissor . Um bom exemplo: para fabricar a serotonina, famosa por promover a sensação de bem-estar, o organismo precisa de um aminoácido chamado triptofano. Assim, ingerir alimentos como feijão e grão-de-bico, ricos nessa substância, contribui para afastar a tristeza e a depressão.O PROBLEMA DO BIFE
O recado vai para os carnívoros irredutíveis: é no seu alimento predileto que se formam as aminas heterocíclicas, compostos que estariam por trás da degradação dos neurônios. Três fatores favorecem a aparição dessas substâncias: o tipo de carne, a temperatura a que ela é exposta e o tempo de preparo. Segundo pesquisas citadas por Cícero Galli Coimbra, o peito de frango grelhado, sem pele e bem passado é o maior depósito dessas aminas. Em segundo lugar, vem a carne bovina e, em terceiro, a suína. Os mais saudáveis são os peixes, desde que não fiquem demais no fogo. Fãs de comida japonesa, comemorem: o sashimi, cru, está mais do que aprovado!
Fontes de antioxidantes
Nozes
Frutas como morango e maçã
Verduras como brócolis e espinafre
Legumes de cor amarela e alaranjada
Frutas cítricas
PARA FICAR ESPERTO
Será que algum nutriente pode potencializar o raciocínio? Embora uma dieta balanceada surta efeito sobre as funções cognitivas, é difícil afirmar isso com todas as letras. Comer para se tornar mais inteligente é mito, afi rma Tasso Moraes e Santos, professor de bioquímica e metabolismo da Universidade Federal de Minas Gerais. Os nutrientes atuam no funcionamento cerebral como um todo. Não se pode dizer que sejam mais importantes para a inteligência, pondera o neurologista Paulo Caramelli. No entanto, se a pretensão é ficar mais atento, alimentos como o chocolate ajudam. Ele deixa o indivíduo mais desperto porque combina carboidratos e gordura, diz a nutricionista Gláucia Pivi. E há também a boa e velha cafeína, que, consumida com moderação, estimula a atividade cerebral.
CARNE NO PONTO CERTO
Você é do tipo que não abre mão de carne de jeito nenhum? Então siga estas sugestões de modos de preparo menos nocivos para o cérebro, segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra. Pela ordem, são os seguintes:
1. Vapor ou ensopado
2. Panela de pressão
3. Ao forno (do fogão)
4. Fritura
5. Churrasco

Em vez de pratos e talheres, tubos de ensaio e microscópios. O apetite fica aguçado, mas por experiências e novas observações. E a cozinha cede espaço ao laboratório, onde cabeças investigam substâncias encontradas nos alimentos capazes de beneficiar nossa massa cinzenta. Como entrada, nesse menu de novidades, é bom lembrar que, nos anos 1990, os cientistas descobriram que, diferentemente do que se imaginava, os neurônios se reproduzem ao longo da vida toda. O nascimento de células nervosas novinhas em folha é chamado de neurogênese. E deguste esta informação, caro leitor as refeições podem estimular esse fenômeno, assegurando funções nobres, como a nossa capacidade de memorizar e raciocinar.
No Brasil, talvez ninguém entenda mais desse elo entre nutrição e cérebro do que o professor Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma dieta rica em colina, nutriente que aparece sobretudo na gema do ovo, contribui para a neurogênese, exemplifica o especialista. Nosso organismo, diga-se, depende totalmente dos alimentos para obter a substância, já que não consegue sintetizá-la. E, sem ela, as lembranças não se fixam direito. Se não ingerimos boas fontes de colina, não há produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina, envolvido na formação da memória, completa a nutricionista Luciana Ayer, co-autora do livro Nutrição Cerebral (Editora Objetiva).
Outra substância pede a atenção dos que querem conservar a mente: a glutamina. Ela é fundamental para compor o DNA, isto é, o material genético de novas células na massa cinzenta. O organismo até consegue fabricar esse aminoácido. Mas não basta. Para mantê-lo em níveis ideais, precisamos de alimentos protéicos. Aí a melhor fornecedora é a clara de novo, o ovo!
E, assim como quem deixa para saborear a melhor parte da refeição por último, falta apontar o mais aplaudido dos ingredientes para preservar a atividade cerebral: o ômega-3. Esse ácido graxo não só favorece o nascimento de neurônios como protege os já existentes. Ele se incorpora às membranas das células nervosas que formam os circuitos responsáveis por funções como a memória, explica o neurologista Greg Cole, diretor do Centro de Estudos sobre Mal de Alzheimer da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Como tudo no nosso organismo, o sistema nervoso necessita de um equilíbrio entre proteínas, gorduras e, claro, carboidrato. O cérebro consome grande quantidade de glicose, justifica Paulo Caramelli, coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia. Daí a importância de comer pães, massas e arroz. Eles seriam uma espécie de combustível dos pensamentos. Já as proteínas fornecem a base para a síntese dos neurotransmissores, essenciais para a comunicação entre os neurônios.Entre as gorduras, reina o ômega-3. Ele melhora a função cognitiva, afasta o mau humor e diminui a ansiedade, garante o médico americano Alan Logan, autor do livro The Brain Diet (A dieta do cérebro). O pesquisador Greg Cole nota que, sozinho, o ômega-3 ajuda, mas, para tirar máximo proveito, é preciso ingerir fontes de antioxidantes. Sem elas, o cérebro fica à mercê de radicais livres, que detonam seus neurônios, afirma. No caso, os alimentos indicados são os vegetais cheios de betacaroteno (cenoura e rúcula) e de flavonóides (soja e cebola). E há ainda a maçã, lotada de substâncias anti-radicais.As frutas cítricas, ricas em vitamina C, também têm ação antioxidante, lembra a nutricionista Gláucia Pivi, do Ambulatório de Neurologia do Comportamento da Unifesp. Outra vitamina que protege o cérebro é a E, encontrada nos óleos vegetais, nos ovos e nas nozes. Ela está associada à baixa incidência do mal de Alzheimer, diz Caramelli.As do complexo B são igualmente importantes para a saúde mental. A B1, presente nos grãos, nas verduras e nos cereais, garante a boa absorção da glicose de que o cérebro tanto precisa. Já a B12, que está no leite, em seus derivados e nos ovos, favorece a memória. E o ácido fólico das verduras verde-escuras e dos cereais integrais freia o declínio cognitivo que vem com a idade, afirma Logan. A letra D fecha o bloco dessas vitaminas. Embora seja obtida pra valer por meio da exposição ao sol, dá para complementar a dose com peixes e leite. Ela também atua na renovação dos neurônios, assegura Cícero Galli Coimbra.No time dos minerais, a nutricionista Luciana Ayer destaca o zinco e o magnésio. O primeiro que aparece nas ostras, nas nozes e na castanha-do-pará combate os radicais livres e beneficia o trabalho dos neurotransmissores. O magnésio, encontrado nas folhas e nas oleaginosas, auxilia nas transmissões nervosas e ainda protege o cérebro do efeito tóxico de aditivos químicos.
A contrapartida é a seguinte: assim como alguns nutrientes são aliados do cérebro, outros representariam uma ameaça, tendo sua parcela de culpa na degradação das células nervosas. Ainda na década de 1990, foram identificados compostos químicos formados durante o cozimento das carnes branca e vermelha as aminas heterocíclicas. Os portadores de males como o Parkinson e o Alzheimer apresentavam níveis bem mais elevados dessa substância no organismo, conta o neurologista Cícero Galli Coimbra. As aminas se unem ao cromossomo do neurônio e desligam alguns genes fundamentais para a célula, que se degenera. Isso, aos poucos, afeta a capacidade de pensar e de recordar as coisas mais simples.
Quanto maior o tempo em que a carne fica exposta às altas temperaturas, maior a quantidade das nefastas aminas. Naquele churrasco bem passado, os teores chegam às alturas. Não à toa, Coimbra cita Buenos Aires: a capital argentina, que ama uma parrilla, apresenta um dos maiores índices de portadores de Parkinson do planeta.
É claro que ninguém vai sentir os efeitos nocivos logo depois de ir a uma churrascaria. Eles são cumulativos, ressalva o professor. A quantidade de carne consumida ao longo da vida pode determinar o aparecimento de doenças neurodegenerativas no futuro. O médico, por sinal, é radical: sugere aboli-las do dia-a-dia e ele próprio segue à risca sua recomendação, baseada em estudos científicos. Dos animais, para Coimbra, só o peixe está liberado, e, melhor ainda, se for cozido ao vapor, ensopado ou mesmo cru.
Alguns de seus colegas não condenam a carne de vez, até porque é grande fornecedora de proteínas e vitaminas. A sugestão é moderar o consumo da vermelha, diz Paulo Caramelli. Para Rubem Guedes, professor de neurofisiologia da Universidade Federal de Pernambuco, comer bife grelhado no dia-a-dia, mas sem exagero, não representa risco. Açúcar também pede parcimônia. Em excesso, ele leva a pequenas inflamações no cérebro que danificam os neurônios, conta Alan Logan. Montar um cardápio que tire um pouco do espaço dos doces e, em compensação, privilegie os ingredientes que alimentam a cabeça é a melhor idéia especialmente para quem pretende ainda ter muitas delas e por muitos anos.
CONTRA PARKINSON E ALZHEIMER…
…invista no ômega-3, presente nos peixes de água fria. Um estudo da Universidade Laval, no Canadá, comprova: esse nutriente reduz os riscos do mal de Parkinson, caracterizado pela morte de neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina. O ômega-3 dispara mecanismos antioxidativos que protegem essas células, diz Frederic Calon, um dos autores do trabalho. Já pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que um tipo específico de ômega-3, identificado pela sigla DHA encontrado nas fontes já citadas dessa gordura , previne Alzheimer. O DHA aumenta a fabricação de uma proteína que, em baixos níveis, contribui para a doença, justifica o líder do estudo, Greg Cole.
A DIETA E AS CÉLULAS NERVOSAS
Os neurotransmissores mantêm estreito elo com as proteínas. Muitos desses mensageiros químicos são produzidos por elas, explica Rubem Guedes, professor de neurofi siologia da Universidade Federal de Pernambuco. É o próprio aminoácido o produto final da digestão da proteína que exerce a função de neurotransmissor . Um bom exemplo: para fabricar a serotonina, famosa por promover a sensação de bem-estar, o organismo precisa de um aminoácido chamado triptofano. Assim, ingerir alimentos como feijão e grão-de-bico, ricos nessa substância, contribui para afastar a tristeza e a depressão.
O PROBLEMA DO BIFE
O recado vai para os carnívoros irredutíveis: é no seu alimento predileto que se formam as aminas heterocíclicas, compostos que estariam por trás da degradação dos neurônios. Três fatores favorecem a aparição dessas substâncias: o tipo de carne, a temperatura a que ela é exposta e o tempo de preparo. Segundo pesquisas citadas por Cícero Galli Coimbra, o peito de frango grelhado, sem pele e bem passado é o maior depósito dessas aminas. Em segundo lugar, vem a carne bovina e, em terceiro, a suína. Os mais saudáveis são os peixes, desde que não fiquem demais no fogo. Fãs de comida japonesa, comemorem: o sashimi, cru, está mais do que aprovado!

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PARA FICAR ESPERTO
Será que algum nutriente pode potencializar o raciocínio? Embora uma dieta balanceada surta efeito sobre as funções cognitivas, é difícil afirmar isso com todas as letras. Comer para se tornar mais inteligente é mito, afi rma Tasso Moraes e Santos, professor de bioquímica e metabolismo da Universidade Federal de Minas Gerais. Os nutrientes atuam no funcionamento cerebral como um todo. Não se pode dizer que sejam mais importantes para a inteligência, pondera o neurologista Paulo Caramelli. No entanto, se a pretensão é ficar mais atento, alimentos como o chocolate ajudam. Ele deixa o indivíduo mais desperto porque combina carboidratos e gordura, diz a nutricionista Gláucia Pivi. E há também a boa e velha cafeína, que, consumida com moderação, estimula a atividade cerebral.
CARNE NO PONTO CERTO
Você é do tipo que não abre mão de carne de jeito nenhum? Então siga estas sugestões de modos de preparo menos nocivos para o cérebro, segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra. Pela ordem, são os seguintes:
1. Vapor ou ensopado
2. Panela de pressão
3. Ao forno (do fogão)
4. Fritura
5. Churrasco
Fonte: Revista Saúde! é vital – março de 2008

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

NO DIA DO PROFESSOR, UMA POSTAGEM SOBRE MEMÓRIA!



Eu poderia abordar vários assuntos no dia de hoje ou talvez não escrever nada, apenas usar o dia para descansar. Mas meu pensamento é contrário a isso, quanto mais folga tenho, mais trabalho. Acho que é essa a vida do educador. E como professor, preciso de muita memória.

Tanto a memória quanto a cognição estão ligadas ao hipocampo, uma região do cérebro que pode sofrer atrofia por diminuição da neurogênese (formação de neurônios), redução de fatores neurotróficos, estresse oxidativo e disfunção e morte das mitocondrias.

Para cada uma destas funções há inúmeros nutrientes, poderia eu ficar horas escrevendo, mas quero chamar atenção para uns trabalhos recentes e substâncias pouco difundidas.

Uma delas é o ácido siálico, substância presente apenas no leite materno ou leite de mamíferos (colostro) ou na forma de suplementação. O ácido siálico leva à formação dos ácidos N-acetylneuraminico e N-glicolilneuraminico, estimulantes de genes reponsáveis pelo aprendizado e memória.
Outro nutriente é o ácido lipóico, importante na restauração de enzimas mitocondriais bem como no processo de geração de energia (piruvato - acetilcoa) nas células cerebrais. Muito trabalhos tem mostrado também que o ácido lipóico é quem regenera a glutationa e as vitaminas C e E, aumentando o potencial antioxidante do cérebro, mantendo íntegras as células neuronais do hipocampo. Vale dizer que o cérebro produz altissimo nível de estresse oxidativo pois consome cerca de 20% de todo oxigênio captado pelo ser humano. Ácido lipóico também reduz a presença de arsênico no cérebro, metal tóxico e deletério da memória. Não há bons artigos no mundo sobre fontes alimentares de ácido lipoico, sabe-se parcialmente que a cenoura, brócolis, tomate e espinafre são excelentes fontes, estando presente em vegetais de uma forma geral. Também trabalho muito com suplementação.
Outro nutriente que gostaria de abordar é a rutina. Rutina é um flavonoide muito comum em casca de frutas e há uns trabalhos deste ano mostrando que ela é capaz de aumentar a sinapse via fatores neurotróficos, além de inibir em 20 dias a redução no número de neurônios piramidais do hipocampo, redução esta que é induzida pela susbtância trimetiltina. Estas ações provocam melhora da memória.
E por ultimo, um trabalho de revisão também deste ano mostrando que suco de uva, frutas vermelhas, azuis, pretas e roxas (berrys) mais as castanhas, nozes e amêndoas, são capazes de melhorar a sinalização neuronal, reduzindo a perda da memória natural da idade avançada, pelo seu alto potencial antioxidante.

Acho que era isso. Será que esqueci alguma coisa (hehehehahaha...)????

Forte abraço a todos.

Para quem quiser mais detalhes:

J Nutr;139(9):1813S-7S, 2009.
Cell Mol Neurobiol;29(4):523-31, 2009.
Toxicol Pathol 2004; 32; 527.
AJCN; 85: (2), 561-569, 2007.
Annu Rev Nutr;29:177-222, 2009.
Postado por Henrique F Soares às 07:29
Marcadores: memória

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pesquisadores identificam dieta capaz de proteger contra a doença de Alzheimer

2009-07-21 06:58:38



Uma dieta rica em legumes, nozes e peixes, mas com uma baixa quantidade de produtos lácteos e carnes com alto teor de gordura, pode ajudar a proteger contra a doença de Alzheimer, dizem pesquisadores.

Indivíduos idosos que mantinham esse padrão alimentar, apresentaram uma redução de 42% no risco relativo de desenvolver a doença de Alzheimer, diz a Dra. Yian Gu, da Universidade de Columbia (Estados Unidos). Os pesquisadores avaliaram sete nutrientes alimentares relacionados com a doença de Alzheimer: gorduras saturadas, gorduras monoinsaturadas , ácidos graxos omega-3, ácidos graxos omega-6, vitamina E, vitamina B12 e folato.

Um total de 2.136 pacientes idosos saudáveis e provenientes da cidade de Nova York (Estados Unidos), forneceram dados sobre os seus hábitos alimentares.Todos os participantes foram avaliados do ponto de vista neurológico e neuropsicológico. Um total de 251 pacientes desenvolveram a doença de Alzheimer ao longo dos quatro anos de seguimento clínico.

Após uma análise estatística detalhada, os pesquisadores descobriram que uma dieta rica em gorduras do tipo omega-3, omega-6, folato e vitamina E, mas com um baixo teor em gordura saturada e vitamina B12, foi fortemente associada a um risco menor de desenvolvimento da doença de Alzheimer.

A Dra. Gu disse que a descoberta relativa a vitamina B12 foi "surpreendente", uma vez que a deficiência deste nutriente está associada com risco de demência. No entanto, uma importante fonte alimentar da vitamina B12 é a carne, que é também apresenta uma grande concentração de gorduras saturadas, disse ela.

Fonte:American Academy of Neurology Meeting(2009).

www.portaldocoracao.com.br

domingo, 6 de setembro de 2009

Ovo é o principal alimento para produção de novas células

(07/02/2007)

No ovo estão contidas todas as substâncias necessárias à produção de novas células; pesquisas afirmam que a ‘colina’ é essencial para saúde do cérebro e previne contra o AVC (derrame).

A gema do ovo é o alimento que contém maior quantidade de colina - substância derivada de um aminoácido denominado serina (associada à sensação de bem-estar) -, entre os componentes da dieta comum.

Uma unidade tem cerca de 130 miligramas de colina, enquanto uma posta de 100 gramas de salmão tem 56 miligramas. O resultado de pesquisas feitas pelo Departament of Agriculture (EUA), constatou que nenhum alimento supera a gema do ovo em concentração de colina.

“Estima-se que a concentração circulante de colina duplica após a ingestão de uma refeição contendo dois ovos.” Diz o professor Cícero Galli Coimbra, do departamento de neurologia da Universidade Federal de São Paulo.

A colina forma parte da estrutura dos denominados fosfolipídeos, os quais poderiam ser descritos como a unidade estrutural da membrana das células. Em sentido figurado, é como se a colina fosse o “tijolo” utilizado na construção da estrutura da membrana celular. Todas as células que se formam em nosso organismo requerem fosfolípídeos, portanto, colina, para estruturação das membranas.

A colina é necessária para produção de novas células e para reparação das membranas celulares lesadas, que deve ser particularmente sensível à deficiência de colina, pois as células nervosas necessitam produzir mais quantidade de membrana celular do que qualquer outra célula.

A formação de novos neurônios pode ocorrer mesmo no cérebro de indivíduos de idade avançada, graças ao trabalho de neurocientistas suecos (1998).

As regiões responsáveis pela aquisição de novas informações, tais como hipocampo, são aquelas em que a neurogênese (formação de novos neurônios) é mais intensa, indicando a importância da colina sobre a preservação da memória.

“A produção de uma substância fundamental para o armazenamento de informações pelo hipocampo – a acetilcolina - requer a disponibilidade de colina na dieta.” Explica o especialista.

Há um composto derivado da colina denominado citicolina (ou CDP- colina), que constitui-se no único neuro-protetor até hoje demonstrado e confirmado contra as lesões provocadas pelo AVC (derrame).

Com a descoberta de que a produção de novos neurônios encontra-se presente mesmo em idade avançada, entende-se a colina pode ter um papel positivo nas seguintes situações: doenças em que a recuperação possa ser facilitada ou àquelas cuja progressão possa ser limitada pela neurogênese.

Dados concretos já existem em relação à prevenção de mal formações do sistema nervoso durante a vida intra-uterina, tais como anencefalia e espinha bífida. A colina consumida pela mãe pode influenciar o desenvolvimento cerebral do feto e do bebê, aumentando a formação de neurônios durante a gestação e a amamentação.

Isso pode exercer uma influência decisiva na sua capacidade de aprendizado futura e, portanto, na sua capacidade de competir por oportunidades no ambiente profissional quando adulto. Vários estudos já mostraram que a colina é tão ou mais importante do que o ácido fólico durante a gestação.

Pesquisas futuras devem demonstrar efeitos positivos da colina sobre a evolução de doenças neurodegenerativas, tais como a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson.

Isso porque o cérebro do idoso tem menor capacidade de captar a colina circulante, sendo mais sensível às conseqüências negativas de uma dieta pobre em colina.

07/02/2007