segunda-feira, 5 de maio de 2014


Açaí: os novos poderes da superfruta

Investigado por diversos centros de pesquisa, o fruto mostra sua força na defesa do cérebro, no controle do colesterol e até na prevenção do câncer
por Patrícia Golini | design Ana Paula Megda | fotos Dercílio

O que ele tem
A quantidade de macronutrientes em uma porção de 100 gramas de açaí
Carboidratos 42,53 g
Gorduras 40,75 g
Proteínas 8,13 g


Leia também

•Açaí é bom, mas engorda?

•Açaí: a fruta que protege contra inflamações e tumores

•Qual fruta tem mais antocianina?

 

Diz a lenda que essa frutinha roxa com até 1,5 grama foi criada por Tupã, a entidade indígena associada aos trovões, para salvar uma tribo brasileira da fome. Aos olhos da ciência, porém, o açaí tem demonstrado que sua função mais trivial é forrar a barriga da gente. Entre seus feitos confirmados em laboratório estão a criação de barreiras protetoras para os neurônios, a derrubada dos níveis de colesterol e até mesmo a redução do risco de alguns tipos de câncer. Não é à toa, portanto, que a espécie típica dos ribeirinhos do Norte do país ganhe o mundo com status de superalimento - condição que faz com que nenhum estudioso se canse de vasculhar sua composição.
Vem da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, um novo trabalho que sinaliza o potencial de ação de sua polpa sobre a preservação da massa cinzenta. Os pesquisadores observaram que o consumo regular de açaí reduz a exposição das células nervosas a processos degenerativos e inflamatórios recorrentes, fenômeno que abre caminho ao colapso do tecido cerebral.
Uma das hipóteses que buscam explicar essa façanha é a presença de substâncias antioxidantes, em especial a antocianina, que combatem os radicais livres por trás de uma série de danos ao organismo. "Os antioxidantes do açaí conseguem bloquear a formação dessas moléculas nocivas no início do processo de ataque às células", explica a especialista em tecnologia de alimentos Ediluci Tostes, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá. E a fruta amazônica não causa espanto apenas pela qualidade dos seus componentes. Em 1 litro da sua polpa, há 33 vezes mais antioxidantes que o encontrado em um mesmo litro de vinho tinto, bebida famosa por conter um monte desses ingredientes que varrem da circulação os temíveis radicais livres.
Além dessa propriedade, substâncias do porte da antocianina respondem por um efeito anti-inflamatório, o que soma forças para deixar em paz as estruturas e as conexões cerebrais. Na prática, isso significa uma menor probabilidade de ocorrer um comprometimento crônico e progressivo de funções cognitivas, como a memória e a coordenação motora. "É por isso que o açaí teria uma ação preventiva contra males neurodegenerativos, caso das doenças de Par-kinson e Alzheimer", completa Ediluci.
A mesma antocianina que protagoniza benefícios ao cérebro pode afastar outro problema que ameaça tanto a massa cinzenta quanto o coração. É que sua ação antioxidante auxilia a debelar a formação de placas nos vasos sanguíneos, o que pode culminar em derrames e infartos. E é justamente esse papel protetor das artérias o que tenta provar o cardiologista Eduardo Augusto Costa, professor da Universidade Federal do Pará.
Ele dividiu a população da pequena cidade de Igarapé-Miri, no estado paraense, em dois grupos: consumidores frequentes da fruta e pessoas que não a comiam. "Descobrimos que indivíduos que a ingerem regularmente apresentam taxas mais elevadas de HDL, a fração boa do colesterol", conta Costa. "Enquanto isso, os níveis de LDL, o colesterol ruim, estavam em níveis aceitáveis e melhores do que os índices dos não consumidores da fruta", completa.
Já na Universidade de São Paulo (USP), a atenção está voltada para outra substância, que surge quando a polpa é adicionada ao leite antes da fermentação por bactérias, o que dá origem ao iogurte. "Durante esse processo, o ácido linoleico do leite é transformado em ácido linoleico conjugado, o chamado CLA", explica a farmacêutica Maricê Nogueira de Oliveira, da USP. E hoje há indícios de que essa espécie de gordura auxiliaria a impedir o aparecimento de alguns tumores, como os de pele, mama e intestino.
O CLA teria outros efeitos dignos de nota. "Sua ingestão diária poderia diminuir a massa gorda, aumentar a magra e até fortalecer o sistema imune", diz Maricê. Se as defesas estão em alta, as chances de sucesso do câncer despencam. O iogurte à base de açaí e dotado de CLA deve chegar ao mercado em breve, representando uma alternativa mais magra diante das tigelas e seus complementos engordativos vendidos por aí. Será uma nova e vantajosa opção para prestigiar a superfruta na rotina.
 
Companhias que engordam
O açaí em si é calórico, mas os outros ingredientes da tigela é que costumam transformar a receita numa bomba. Quem precisa emagrecer deve ficar atento
 
Mel 92,2 kcal (3 colheres = 30 g)
Granola 152 kcal (5 colheres = 50 g)
Banana 92 kcal (100 g)
Polpa de açaí 247 kcal (100 g)

Por que a fruta é uma campeã

Os números não mentem. Na tabela comparativa, ela desbanca outros alimentos no que diz respeito à quantidade de micronutrientes
 
Cálcio
Leite 104 mg
Açaí 330 mg

 
Ferro Feijão-carioca 1,3 mg
Açaí 4,5 mg

 
Potássio Banana 376 mg
Açaí 900 mg

 
Antocianinas
Vinho 0,1 mg
Açaí 0,4 mg

 
Zinco
Brócolis 0,2 mg
Açaí 2,8 mg

Açaí: os novos poderes da superfruta

Investigado por diversos centros de pesquisa, o fruto mostra sua força na defesa do cérebro, no controle do colesterol e até na prevenção do câncerpor Patrícia Golini | design Ana Paula Megda | fotos Dercílio
O que ele tem
A quantidade de macronutrientes em uma porção de 100 gramas de açaí

Carboidratos 42,53 g
Gorduras 40,75 g
Proteínas 8,13 g


Diz a lenda que essa frutinha roxa com até 1,5 grama foi criada por Tupã, a entidade indígena associada aos trovões, para salvar uma tribo brasileira da fome. Aos olhos da ciência, porém, o açaí tem demonstrado que sua função mais trivial é forrar a barriga da gente. Entre seus feitos confirmados em laboratório estão a criação de barreiras protetoras para os neurônios, a derrubada dos níveis de colesterol e até mesmo a redução do risco de alguns tipos de câncer. Não é à toa, portanto, que a espécie típica dos ribeirinhos do Norte do país ganhe o mundo com status de superalimento - condição que faz com que nenhum estudioso se canse de vasculhar sua composição. 

Vem da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, um novo trabalho que sinaliza o potencial de ação de sua polpa sobre a preservação da massa cinzenta. Os pesquisadores observaram que o consumo regular de açaí reduz a exposição das células nervosas a processos degenerativos e inflamatórios recorrentes, fenômeno que abre caminho ao colapso do tecido cerebral. 

Uma das hipóteses que buscam explicar essa façanha é a presença de substâncias antioxidantes, em especial a antocianina, que combatem os radicais livres por trás de uma série de danos ao organismo. "Os antioxidantes do açaí conseguem bloquear a formação dessas moléculas nocivas no início do processo de ataque às células", explica a especialista em tecnologia de alimentos Ediluci Tostes, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá. E a fruta amazônica não causa espanto apenas pela qualidade dos seus componentes. Em 1 litro da sua polpa, há 33 vezes mais antioxidantes que o encontrado em um mesmo litro de vinho tinto, bebida famosa por conter um monte desses ingredientes que varrem da circulação os temíveis radicais livres. 

Além dessa propriedade, substâncias do porte da antocianina respondem por um efeito anti-inflamatório, o que soma forças para deixar em paz as estruturas e as conexões cerebrais. Na prática, isso significa uma menor probabilidade de ocorrer um comprometimento crônico e progressivo de funções cognitivas, como a memória e a coordenação motora. "É por isso que o açaí teria uma ação preventiva contra males neurodegenerativos, caso das doenças de Par-kinson e Alzheimer", completa Ediluci. 

A mesma antocianina que protagoniza benefícios ao cérebro pode afastar outro problema que ameaça tanto a massa cinzenta quanto o coração. É que sua ação antioxidante auxilia a debelar a formação de placas nos vasos sanguíneos, o que pode culminar em derrames e infartos. E é justamente esse papel protetor das artérias o que tenta provar o cardiologista Eduardo Augusto Costa, professor da Universidade Federal do Pará. 

Ele dividiu a população da pequena cidade de Igarapé-Miri, no estado paraense, em dois grupos: consumidores frequentes da fruta e pessoas que não a comiam. "Descobrimos que indivíduos que a ingerem regularmente apresentam taxas mais elevadas de HDL, a fração boa do colesterol", conta Costa. "Enquanto isso, os níveis de LDL, o colesterol ruim, estavam em níveis aceitáveis e melhores do que os índices dos não consumidores da fruta", completa. 

Já na Universidade de São Paulo (USP), a atenção está voltada para outra substância, que surge quando a polpa é adicionada ao leite antes da fermentação por bactérias, o que dá origem ao iogurte. "Durante esse processo, o ácido linoleico do leite é transformado em ácido linoleico conjugado, o chamado CLA", explica a farmacêutica Maricê Nogueira de Oliveira, da USP. E hoje há indícios de que essa espécie de gordura auxiliaria a impedir o aparecimento de alguns tumores, como os de pele, mama e intestino. 

O CLA teria outros efeitos dignos de nota. "Sua ingestão diária poderia diminuir a massa gorda, aumentar a magra e até fortalecer o sistema imune", diz Maricê. Se as defesas estão em alta, as chances de sucesso do câncer despencam. O iogurte à base de açaí e dotado de CLA deve chegar ao mercado em breve, representando uma alternativa mais magra diante das tigelas e seus complementos engordativos vendidos por aí. Será uma nova e vantajosa opção para prestigiar a superfruta na rotina.
 
Companhias que engordam
O açaí em si é calórico, mas os outros ingredientes da tigela é que costumam transformar a receita numa bomba. Quem precisa emagrecer deve ficar atento
 
Mel 92,2 kcal (3 colheres = 30 g) 

Granola 152 kcal (5 colheres = 50 g) 

Banana 92 kcal (100 g) 

Polpa de açaí 247 kcal (100 g)
 
 
Por que a fruta é uma campeã
Os números não mentem. Na tabela comparativa, ela desbanca outros alimentos no que diz respeito à quantidade de micronutrientes
 
Cálcio 
Leite 104 mg 
Açaí 330 mg
 
Ferro Feijão-carioca 1,3 mg 
Açaí 4,5 mg
 
Potássio Banana 376 mg 
Açaí 900 mg
 
Antocianinas 
Vinho 0,1 mg 
Açaí 0,4 mg
 
Zinco Brócolis 0,2 mg 
Açaí 2,8 mg




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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Toque estimula neurogênese: o cérebro responde e produz novas células nervosas:


Por Julieta Ueta:
Quando Fred H Gage comenta em um site da doença de Huntington (http://hdlighthouse.org/research/brain/updates/0059neurogenesis.php) que por praticamente 100 anos a NEUROCIÊNCIA abraçou o DOGMA de que o cérebro em um adulto permanece estável, sem mudanças, como um computador com memória limitada e poder de processamento definido, pergunto-me o que mudou nestas últimas décadas.

 Muita coisa mudou. Descobriu-se que o cérebro pode se modificar, se regenerar, responder a estímulos. A NEUROGÊNESE é real.

A ciência sabe há tempos que células da pele, do fígado, coração, rins e do sangue podem ser substituídas. Podem se regenerar. Não se acreditava que as células nervosas se regenerassem. O que estava com elas, com elas se perdia, à medida que as células morressem. E a memória ia, assim, embora? Acho que não.

Fred H.Gage é do laboratório de Genética que pesquisa doenças neurodegenerativas relacionadas à idade, no Salk Institute. Gage concentra seus esforços no sistema nervoso central e sua inesperada plasticidade e adaptabilidade a estímulos ambientais que se mantém por toda uma vida adulta em mamíferos.

A história da neurogênese em adultos é uma teoria científica que está se modificando. Neuroanatomistas como Ramón e Cajal acreditavam que o sistema nervoso era imutável e incapaz em regeneração. Em 1962 Joseph Altman apresentou a primeira evidência de neurogênese em mamíferos adultos no córtex cerebral. Não lhe deram crédito. Nos anos 80 novas evidências sólidas surgiram, mas ainda existia certo ceticismo. Foi somente na década de 90 que esta área de pesquisa ganhou a devida prioridade. Nesta mesma década foi demonstrado neurogênese em primatas não humanos. Aves, coelhos, ratos, camundongos têm sido empregados pela ciência para provar a existência da regeneração nervosa.

Atualmente com muitos avanços, a ciência aceita que novos neurônios são continuamente sintetizados durante toda a vida adulta, principalmente em 2 regiões do cérebro, uma delas o bulbo olfativo e outra no hipocampo. Células que nascem podem morrer logo, mas parte delas torna-se funcionalmente integrada a um tecido cerebral circundante. Novos experimentos têm mostrado que outras regiões do cérebro são capazes de neurogênese.

A relevância funcional da neurogênese em adultos é incerta, mas há alguma evidência de que a neurogênese adulta no hipocampo é importante para a aprendizagem e memória. Mecanismos múltiplos para a relação entre a neurogênese aumentada e cognição melhorada têm sido sugeridas, incluindo as teorias computacionais para demonstrar que novos neurônios aumentam a capacidade de memória, reduzem a interferência entre memórias, ou acrescentam informações sobre tempo às memórias.

Neurogênese está sendo relacionada a vários fatos e condições além de aprendizado. Estados de estresse, depressão parecem ter relação com o nível de neurogênese. Quanto mais melhor,mas se ausenteou inibida é sinal de condições ruins.

Recentemente, no entanto, neuroimmunologista Michal Schwartz, do Instituto Weizmann de Ciência e seus colegas descobriram proliferação de células progenitoras neurais no corno dorsal da medula espinal do camundongo. Como esta parte da medula espinhal é conhecido por ser predominantemente composto por neurônios sensoriais, " tivemos uma idéia de que esses novos neurônios, estão participando de sensação de dor e/ou de toque", disse Schwartz. (http://www.the-scientist.com/news/display/57809/)

Michal Schwartz é uma cientista chefe do laboratório de Imunologia da Mente na Saúde e na Doença, do departamento de Neurobiologia do conceituado Instituto Weizmann de Ciência, em Israel.

Para testar essa ideia, os pesquisadores colocaram os camundongos em gaiolas contendo papel macio, cascalho, ou substrato, esponja ou uma combinação, por duas horas e medindo-se a produção de novas células na medula espinhal. Apenas duas horas após a exposição a ambientes enriquecidos, os animais mostraram um aumento dramático no número de novas células no corno dorsal. A quantidade de neurogênese foi maior em camundongos expostos a ambientes com uma combinação de tipos de substrato, sugerindo que a proliferação celular pode ser uma resposta não só para a novidade de um ambiente, mas para a sua diversidade também.

Em novembro de 2010 saiu publicado os resultados destes experimentos em camundongos na revista Molecular Psychiatry com o título:Touch gives new life: mechanosensation modulates spinal cord adult neurogenesis, (Toque dá nova vida: mecanosensação modula neurogênese em espinha dorsal de adulto) de autoria de R Shechter, K Baruch, M Schwartz and A Rolls.

Enfim, camundongos expostos a estímulos táteis novos produzem neurônios ainda para amadurecer, na espinha dorsal, sugerindo que a neurogênese tem um papel no toque e vice versa

"Este é um resultado muito interessante e inesperado", disse o neurocientista Pierre-Marie Lledo do Instituto Pasteur, na França, que não está envolvido nesta pesquisa. A neurogênese na medula espinhal foi predominantemente documentada só in vitro, disse ele. "Para ver se realmente há neurogenesis in vivo no corno dorsal da medula espinhal é bastante intrigante e muito interessante", e sugere um novo mecanismo pelo qual os organismos podem ser capazes de processar ambientes complexos táteis, observou Lledo.

O grupo de pesquisa do neurocientista Pierre Marie Lledo do Instituto Pasteur na França está interessado em entender as bases neurais e celulares da percepção sensorial, aprendizado e memória em roedores. Por que estudar memória e aprendizado usando roedores como ratos e camundongos? Como diz o pesquisador, o camundongo aprende rápida e efetivamente em condições tanto espontâneas quanto em condições de estresse, como no ambiente laboratorial. O grupo procura obter repostas para entender de maneira mais completa os mecanismos de plasticidade envolvidos no sistema olfatório de mamíferos.

"Não esperavamos ter esse efeito incrível", disse Shechter Ravid, um estudante de pós-graduação no laboratório de Schwartz, que ajudou a executar os experimentos. "Foi uma resposta muito rápida ao meio ambiente." "Foi uma grande surpresa", concordou neuroimunologista e co-autor Asya Rolls, que trabalhou no laboratório de Schwartz e que atualmente é um pós-doutor na Universidade de Stanford. "A neurogênese é um componente adicional que nunca foi sequer sugerido neste domínio da sensação de toque.”

Para testar o papel da neurogênese em habituação a estímulos, a equipe expos os cmundongos a ambientes repetidamente durante um período de 7 dias, ou os manteve permanentemente nas gaiolas enriquecidas. Em contraste com os experimentos de exposição única, exposições repetidas não resultaram em aumento da neurogênese, e a exposição contínua até parece inibir o processo.

Os neurônios imaturos tendem a morrer dentro de quatro semanas, no entanto, Lledo observou, o que leva à morte neuronal não é claro, mas ainda em tenra idade, esses neurônios podem estar ativos. "A mesma categoria de neurônios na mesma idade no bulbo olfativo, são capazes de demonstrar uma semana após o nascimento que de fato liberam GABA." Assim, embora estes neurônios não cheguem a amadurecer, eles ainda podem ter habilidades funcionais, disse.

De fato, os resultados mostram uma impressionante semelhança com o processo de neurogênese em adultos no bulbo olfativo, disse Lledo, onde a exposição a odores diferentes estimula a proliferação celular, como demonstrado. "Se você olhar para o cérebro de um camundongo vivendo em uma gaiola muito limpa e enjoativa, o número de neurônios é bastante reduzido, mas assim que você altera os odorizantes a cada dia, você estimula os neurônios dois ou três vezes." Assim, o processo de neurogênese e diferenciação pode ser "um fenômeno mais geral de plasticidade nos órgãos sensoriais".

Os autores comentam no resumo do artigo que em se apresentando a neurogênese em adultos como um mecanismo potencial de resposta a um estímulo novo e de habituação a repetidas exposições sensoriais, isto abre novos rumos potenciais no tratamento da hipersensibilidade, dor e outros distúrbios mecanosensoriais.

Trabalhos como o de Fred H. Gage do Salk Institute podem levar a métodos que possam ajudar no caso de doenças degenerativas ou traumas. Seu grupo mostrou que o enriquecimento ambiental e o exercício físico pode aumentar o crescimento de novas células nervosas. O conhecimento de mecanismos celulares e moleculares destas observações podem lever ao reparo de cérebro com problemas devido a idade ou trauma.

Um comentário no artigo da revista The Scientisit diz que enfim não se trata de tanta surpresa assim. Entende que nada mais é do que um alinhamento da descoberta científica com o que já é establecido pela Escritura Hindu, o Vedas. Outro comentário fala da grande descoberta científica, mas pergunta: será que isto do toque (mecanosensação) original renovado ser um estimulador de neurogênese é realmente surpresa?

É SURPRESA PARA VOCÊ???

Um toque de carinho renovado e neurogênico para você que aí se encontra.

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sábado, 8 de março de 2014

ASPECTOS NEUROPSICOLÓGICOS DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DA CRIANÇA: SONO, MEMÓRIA, APRENDIZADO E PLASTICIDADE NEURAL-por Sérgio Arthuro Mota Rolim,


http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=1292



extraído do livro “Aprendizagem, comportamento e emoções na infância e na adolescência-uma visão transdisciplinar”- Elisabete Castelon Konkiewitz (Org.) editora UFGD, 2013. 01/01/2014 Breve histórico, conceitos atuais e funções do sono - See more at:

http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=1292#sthash.iIY4PHYC.dpuf


 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Falta de sono gera alterações ‘dramáticas’ no corpo, diz estudo

Extraído de: correiodemocratico.saude   Fevereiro 27, 2013


"Mas, o que acredito, é que o sono tem importância fundamental para regenerar as células", afirmou. (Último parágrafo desta matéria)


Sem sono: pesquisa mostrou que sono ruim altera até a atividade dos genes/ Getty Images
Uma pesquisa britânica trouxe novas descobertas sobre como noites mal dormidas podem causar efeitos prejudiciais à saúde e ao funcionamento do corpo humano.
Doenças cardíacas, diabetes, obesidade e problemas cerebrais são alguns dos problemas ligados a poucas horas de sono.Segundo os pesquisadores da Universidade de Surrey, a atividade de centenas de genes foi alterada quando as pessoas estudadas dormiram menos de seis horas por dia durante uma semana.
Os cientistas analisaram o sangue de 26 pessoas depois que elas tiveram uma longa noite de sono, até dez horas por noite durante uma semana, e compararam os resultado com amostras retiradas depois de uma semana com menos de seis horas por noite.
Mais de 700 genes foram alterados pela mudança. Cada gene traz instruções para a construção de uma proteína. Os que ficaram mais ativos produziram mais proteínas, mudando a química do corpo.
O funcionamento do relógio biológico também foi perturbado com a mudança. As atividades de alguns genes, no decorrer do dia, aumentam e diminuem naturalmente, mas este efeito foi prejudicado pela falta de sono.
"Houve uma mudança dramática na atividade em diferentes tipos de genes", disse à BBC o professor Colin Smith, da Universidade de Surrey.
"O sono tem uma importância crítica para a reconstrução do corpo e a manutenção do estado funcional, todos os tipo de de danos parecem ocorrer (devido à falta de sono), sugerindo que pode levar a problemas de saúde."
"Se não conseguimos regenerar e substituir células, então, isto vai levar a doenças degenerativas", acrescentou.
A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedgins of the National Academy of Sciences.
Mais afetados
Colin Smith afirmou que muita gente pode dormir ainda menos horas do que as pessoas analisadas no estudo, o que sugere que estas mudanças observadas na pesquisa podem ser comuns.
Para Akhilesh Reddy, especialista em relógio biológico da Universidade de Cambridge, o estudo é "interessante". Reddy afirma que as descobertas mais importantes foram os efeitos da falta de sono sobre inflamações e o sistema imunológico, pois é possível ver a ligação entre estes efeitos e problemas de saúde como diabetes.
As descobertas dos pesquisadores da Universidade de Surrey também podem ser relacionadas às tentativas de se descartar a necessidade de sono, descobrindo um remédio que pode eliminar os efeitos da falta de sono.
"Não sabemos qual é o botão que causas todas estas mudanças, mas, em teoria, se você pode ligar ou desligar, você também poderia ser capaz de viver sem o sono."
"Mas, o que acredito, é que o sono tem importância fundamental para regenerar as células", afirmou.
Autor: Vinculado ao correiodemocratico.saude


 
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Papa critica miséria material, moral e espiritual em mensagem pela Quaresma"

A miséria não é a mesma coisa que a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança", explicou         
France Presse
Publicação: 04/02/2014 15:52 Atualização:
'Imitando nosso mestre, nós, cristãos, somos chamados a prestar atenção à miséria de nossos irmãos, a tocá-las, a nos responsabilizarmos por elas', disse (Tony Gentile/ REUTERS)
"Imitando nosso mestre, nós, cristãos, somos chamados a prestar atenção à miséria de nossos irmãos, a tocá-las, a nos responsabilizarmos por elas", disse

Vaticano - O papa Francisco pediu aos católicos que se comprometam a aliviar as várias misérias que afligem o homem contemporâneo, da material à moral e espiritual, em sua primeira mensagem pela Quaresma divulgada nesta terça-feira (4/2) pelo Vaticano.

"Imitando nosso mestre, nós, cristãos, somos chamados a prestar atenção à miséria de nossos irmãos, a tocá-las, a nos responsabilizarmos por elas, e a realizar ações concretas para aliviá-las", escreveu o Papa.

"A miséria não é a mesma coisa que a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos separar três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual", explicou.
A Quaresma, que começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na véspera da Quinta-Feira Santa, dura 40 dias, e simboliza o esforço vivido por Jesus no deserto, e, segundo a tradição cristã, deve servir para o jejum e a penitência.

Com o título "Se fez pobre para enriquecer-nos com sua pobreza" - uma citação de uma carta de São Paulo, em que o apóstolo prega a solidariedade - a mensagem papal propõe a reflexão sobre a pobreza no mundo de hoje. O Papa latino-americano tem denunciado as injustiças sociais desde que foi eleito, em março passado.

Francisco convida a Igreja e os católicos a ajudarem aqueles que "vivem em uma condição que não é digna da pessoa humana: privados de seus direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade, como comida, água, condições higiênicas, trabalho, possibilidade de desenvolvimento e de crescimento cultural", afirmou.

"Frente a esta miséria, a Igreja oferece seu serviço para responder as necessidades e curar as feridas que desfiguram o rosto da Humanidade", indica o texto.

"Dessa forma, nossos esforços se orientam em encontrar uma maneira de encerrar as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos que, em tantos casos, são a origem da miséria", acrescentou.
Leia mais notícias em Mundo

"Quando o poder, o luxo e o dinheiro se transformam em ídolos, tornam-se mais importante que uma distribuição justa das riquezas. Por isso, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e ao compartilhamento", indicou Francisco.

Para o pontífice, "não é menos preocupante a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado". "Quantas famílias vivem angustiadas por algum integrante dependente de álcool, drogas, jogo ou pornografia!", exclamou.

"Quantas pessoas perderam o sentido da vida, estão sem perspectivas de futuro e perderam a esperança! E quantas pessoas se veem obrigadas e viver nesta miséria por condições sociais injustas, por falta de um trabalho, que as priva da dignidade de levar o pão para casa, por falta de igualdade em relação aos direitos de saúde e educação", enfatizou.

"Nesses casos a miséria moral quase poderia ser chamada de suicídio incipiente", assegurou. A mensagem foi apresentada pelo cardeal guineano Robert Sarah, presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, orgão da Igreja encarregado de obras de caridade.

Para o cardeal, o papa quis falar das "misérias que não são vistas", porque "o grande erro da cultura moderna é imaginar que o homem pode ser feliz sem Deus", explicou.

"Se considerarmos que não precisamos de Deus, nem que Cristo nos estende a mão, porque pensamos que nos basta a nós mesmos, nos encaminhamos para um caminho de fracasso. Deus é o único que verdadeiramente salva e liberta", explica o papa Francisco em sua mensagem aos católicos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

LECITINA DE SOJA E MEMÓRIA
 
Pesquisador brasileiro acredita que os resultados podem levar a medicamentos que atuem nas funções cognitivas de pacientes
Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, descobriram uma proteína fundamental na capacidade de reconhecer objetos e pessoas. Quando os níveis dessa proteína se reduzem, o indivíduo começa a perder a memória e a mostrar sintomas semelhantes aos da doença de Alzheimer.
A proteína recicla a acetilcolina, responsável por transportar as mensagens entre os neurônios.
Em relatório publicado na revista Neuron (www.neuron.org), os cientistas assinalaram que os animais com defeitos nessa proteína mostraram sintomas parecidos de Alzheimer, entre eles a incapacidade de reconhecer rostos familiares.
Segundo Marco Prado, professor de farmacologia da Universidade Federal de Minas Gerais, que participou da pesquisa, o resultado pode ajudar na busca de remédios que melhorem a função da acetilcolina no cérebro.
Acredita-se que a diminuição da acetilcolina reduz a função cognitiva nos idosos e está relacionada aos sintomas cognitivos e do Alzheimer.”
Fonte: Caderno Vida ZH do dia 09/09/2006
 
LECITINA DE SOJA E MEMÓRIA
BENEFÍCIOS DA LECITINA DE SOJA
Colina: “A Mais Nova Vitamina”
Embora os cientistas de nutrição conheçam a Colina há anos, somente hoje os pesquisadores estão entendendo o quanto essa vitamina é essencial.
A colina tem sido chamada “a mais nova vitamina”. A Academia Nacional de Ciências (NAS), dos EUA, a reconheceu como um nutriente essencial em 1998. É o único componente dietético na categoria de vitamina a ser reconhecido como tal. A colina pode afetar positivamente o desenvolvimento cerebral – incluindo a memória por toda a vida – saúde cardiovascular, função hepática e desenvolvimento reprodutivo.
Poder Mental
A lecitina pode ajudar você a parar de perder as chaves do carro? Pesquisas científicas têm demonstrado que a lecitina e colina podem melhorar a memória, especialmente a perda moderada de memória associada com o envelhecimento.
A lecitina e outros compostos contendo colina podem incrementar a memória em adultos normais, especialmente os indivíduos com função relativamente fraca de memória. A lecitina pode ajudar a reduzir os “momentos de perda temporária de memória” mediante alimentos fortificados com colina.
Ajuda o Coração
Como a doença cardíaca é a principal causa de mortes de homens e mulheres, a lecitina é outra maneira da natureza nos ajudar a manter nosso coração saudável.
A lecitina tem vários papéis na saúde cardíaca, incluindo a redução dos níveis de colesterol total e LDL. A colina fornecida pela lecitina pode ajudar a reduzir altos níveis de homocisteína no sangue – que podem estar associados a danos nas artérias.
Saúde do Fígado
Os cientistas sabem há algum tempo que a lecitina e colina são essenciais para a função e saúde hepática. Até mesmo algumas semanas com uma dieta deficiente em colina resulta em um fígado gordo, que pode levar a cirrose e/ou câncer do fígado.
Além de fornecer colina, a lecitina também parece proteger diretamente o fígado contra a cirrose decorrente do consumo excessivo de álcool.
Desenvolvimento fetal e infantil
A colina é considerada importante no desenvolvimento cerebral e mental do feto e da criança. No desenvolvimento fetal, a colina é transportada favoravelmente através da placenta, da corrente sangüínea da mãe para o feto, em uma proporção de 1:14.
Da mesma forma, a concentração de colina no leite materno é 100 vezes maior que o nível na corrente sangüínea da mãe. Por essas razões, é recomendado um nível de ingestão mais alto para mulheres grávidas ou em lactação.
Por que é importante a fortificação por Colina?
A natureza incluiu altos níveis de colina em pouquíssimos alimentos. Muitos desses alimentos também têm alto teor de colesterol e gordura saturada – elementos dietéticos que os especialistas em saúde recomendam evitar.
Embora o organismo possa sintetizar alguma colina, as pesquisas mostram que as pessoas não podem produzir toda a colina de que necessitam. Portanto, é essencial que você obtenha colina na sua dieta.
Os especialistas em saúde acreditam que as dietas de muitas pessoas atualmente podem não estar fornecendo uma quantidade suficiente de colina. Uma razão para isso pode ser que os indivíduos estejam consumindo menos da maioria dos alimentos naturalmente ricos em colina à medida que reduzem a gordura e colesterol na dieta.
Alimentos fortificados, como barras de cereais e bebidas, pães, e iogurtes com lecitinas ricas em colina, ajudarão a aumentar a ingestão total de colina dos indivíduos, ao mesmo tempo em que propiciem aos consumidores os benefícios de uma dieta mais saudável.
Processamento da Lecitina
A lecitina é uma combinação de fosfolipídeos que ocorrem naturalmente nos grãos de soja. Gomas de lecitina são obtidas do óleo de soja após a extração do óleo dos flocos de soja.
A lecitina é removida do óleo de soja por um processo de precipitação de vapor. Nesse estágio, as gomas contêm cerca de 25% de umidade, 50% de fosfolipídeos e 25% de óleo de soja.
As gomas são secas em vácuo até cerca de 65% do teor de fosfolipídeos. A partir daí, uma grande variedade de lecitinas refinadas é produzida por filtração, mistura, composição, modificação enzimática ou química ou remoção de óleo.