Sono & Alimentos para o Cérebro (N. 317 do Painel do Dr. Paim) - Parceria: O Porta-Voz

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Homem pré-histórico dormia 6,5 horas por noite, segundo estudo
 

Estadão Conteúdo    

O homem pré-histórico não dormia mais que o homem moderno, de acordo com um novo estudo. A fim de descobrir como dormiam os povos ancestrais, um grupo de cientistas estudou os padrões de sono de comunidades tradicionais em três países. A conclusão contraria o senso comum: mesmo sem as perturbações típicas da vida moderna, as poulações de caçadores-coletores dormiam em média 6,5 horas por noite.

O estudo, publicado nesta quinta, 15, na revista científica Current Biology, mostra também que povos tradicionais da Bolívia da Namíbia e da Tanzânia não tiram sonecas regulares, nem vão dormir logo que escurece, como seria esperado para comunidades sem acesso a luz elétrica, TV, internet e ruídos da cidade.

"O tipo de sono dessas populações desafia a crença de que o sono foi altamente reduzido no mundo moderno. Isso tem importantes consequências para a ideia de que precisamos de pílulas para dormir, já que o sono teria sido reduzido de seu 'padrão natural' pelo amplo uso da eletricidade, das TVs, da internet e assim por diante", disse um dos autores do estudo, Jerome Siegel da Universidade de Califórnia, nos Estados Unidos.

Para descobrir como as pessoas dormiam antes da era moderna, os cientistas estudaram três sociedades de caçadores-coletores que vivem como os povos primitivos: duas na África - os Hadza, da Tanzânia e os San, da Namíbia - e uma na América do Sul, os Tsimane, da Bolívia. Os pesquisadores coordenados por Siegel registraram os hábitos de sono de 94 indivíduos e coletaram dados que representam um total de 1165 dias.

Um dos achados mais surpreendentes do estudo é que há uma grande semelhança entre os três grupos. "Apesar da variedade genética e das diferenças de história e de ambiente dessas populações, descobrimos que os três grupos mostram uma organização de sono similar. Isso sugere que eles expressam o âmago dos padrões humanos de sono, provavelmente característicos do Homo sapiens da era pré-moderna", disse Siegel.

O tempo médio de sono dos grupos varia entre 5,7 horas e 7,1 horas - equivalente à duração do sono registrada nas sociedades industriais.

Jerry Siegel, da Universidade da Califórnia, com membros da população San, no deserto de Kalahari, na Namíbia; estudo mostrou que caçadores-coletores dormem em média 6,5 horas por noite, assim como as populações urbanas

Jerry Siegel, da Universidade da Califórnia, com membros da população San, no deserto de Kalahari, na Namíbia; estudo mostrou que caçadores-coletores dormem em média 6,5 horas por noite, assim como as populações urbanas

Os caçadores-coletores dormem uma hora a mais no inverno, em comparação ao verão. Embora não possuam acesso à luz elétrica, nenhum dos grupos tem o hábito de ir dormir com o Sol. Em média, eles ficam acordados pouco mais de três horas após o por do sol e se levantam antes do amanhecer.

O estudo indica, segundo os autores, que o tempo de sono tem mais relação com a temperatura que com a luz. Todos os grupos estudados vão se deitar quando a temperatura cai e dormem ao longo da parte mais fria da noite.

Sem insônia

Foi descoberta também uma importante diferença entre os caçadores-coletores e o homem da sociedade industrial: muito poucos deles sofrem de insônia crônica - uma queixa comum em países industrializados. Segundo os cientistas, isso levanta uma possibilidade interessante.

"Imitar aspectos do ambiente natural experimentado por esses grupos pode ser uma solução eficaz para tratar certos distúrbios modernos do sono, em particular a insônia, um transtorno que afeta mais de 20% da população em países como os Estados Unidos" afirmou Siegel.

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terça-feira, 1 de setembro de 2015


Fazer sesta reduz risco de infarto, diz pesquisa

Segundo cientistas gregos, tirar cochilo após almoço diminui pressão sanguínea; pesquisa foi feita com 400 pacientes.

Da BBC

 Pesquisa foi realizada por cientistas gregos e revelou que cochilo ao meio-dia reduz pressão sanguínea  (Foto: BBC) 
Pesquisa foi realizada por cientistas gregos e revelou que cochilo ao meio-dia reduz pressão sanguínea (Foto: BBC)
Tirar um cochilo regularmente após o almoço pode reduzir o risco de infarto, revelou um novo estudo.
Conduzida por cientistas gregos, a pesquisa mostrou que fazer a famosa sesta contribui significativamente para a redução da pressão sanguínea, diminuindo as chances de o paciente sofrer uma parada cardíaca.
 
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"Churchill (Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico) afirmava que tinha de fazer uma sesta entre o almoço e o jantar. Já Thatcher (Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra britânica) dizia que em torno das três da tarde não deveria ser molestada", afirmou Manolis Kallistratos, que liderou a equipe responsável pelo estudo.
As conclusões do trabalho ─ que relaciona a sesta à pressão arterial ─ foram apresentadas recentemente no Congresso Europeu de Cardiologia, realizado em Londres.
"Ambos (Churchill and Tatcher) tinham razão. Segundo o nosso estudo, dormir ao meio-dia reduz a pressão arterial e pode diminuir o número de medicamentos necessários para os hipertensos", assegurou Kallistratos, cardiologista do Hospital Geral de Asklepieion Voula, em Atenas.
Pressão arterial mais baixa
O estudo mediu o impacto da sesta na pressão sanguínea de cerca de 400 pacientes com uma idade média de 61,4 anos.

Cada paciente teve sua pressão medida tanto durante as horas em que permanecia no trabalho quanto por 24 horas em um ambulatório.
saiba mais
  • Como é a sua noite de sono? Veja dicas para conseguir dormir bem
  • Pequenas mudanças podem melhorar a qualidade do seu sono
Também foram avaliados a velocidade de onda de pulso, os hábitos de vida e o índice de massa corporal dos pacientes (IMC). Eles foram submetidos ainda a ecocardiogramas.
Após descartar o impacto de fatores como idade, sexo, consumo de álcool, sal, tabaco, café e exercício, Kallistratos e sua equipe constataram que a pressão arterial ambulatória era 5% menor em pacientes que faziam a sesta do que aqueles que não descansavam após o almoço.
A taxa se refere à pressão arterial sistólica. No caso do estudo, a pressão sistólica dos pacientes que faziam a sesta foi 4% menor quando estavam acordados (5 mmHg) e 6% menor (7 mmHg) durante a noite do que as dos pacientes que não tiravam o cochilo.
"Apesar do número parecer baixo, devemos lembrar que uma redução de 2 mmHg na pressão arterial sistólica pode reduzir o risco de eventos cardiovasculares em até 10%".
Os pesquisadores também verificaram que a chamada velocidade de onda de pulso (pulse wave velocity em inglês), um índice de rigidez da aorta, era 11% inferior, e o diâmetro do ventrículo esquerdo 5% entre os pacientes que faziam a sesta e aqueles que não descansavam após o almoço.
"Isso indica que quem faz a sesta tem menos problemas nas artérias e no coração devido à pressão arterial alta", assinalou Kallistratos.
Duração
A duração da sesta também foi avaliada pela pesquisa.

Os pacientes que dormiram por 60 minutos após o almoço registraram uma pressão sistólica ambulatória menor do que aqueles que descansaram 17 minutos menos.
"Nosso estudo demonstra que a sesta não só está associada a uma menor pressão arterial, mas também que, quanto mais longa ela é, mais benéfico será o descanso", disse Kallistratos.
"A sesta ao meio-dia está associada à menor pressão arterial durante um período de 24 horas, a uma maior redução da pressão durante o descanso à noite, e menos danos às artérias e ao coração. E quanto mais longa for a sesta, menor serão os níveis da pressão arterial sistólica e também provavelmente a quantidade de medicamentos necessária para regular a pressão", acrescentou.
O desafio, segundo Kallistratos, é incorporar o descanso na rotina diária.
"A sesta ao meio-dia é um hábito ainda visto como um privilégio para quem trabalha de nove da manhã às cinco da tarde", disse Kallistratos.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Dormir de lado "limpa o cérebro" e pode evitar doenças como Alzheimer

Paula Moura
Do UOL, em São Paulo (SP)
24/08/201506h00
  • Getty Images
Cientistas da Universidade de Stony Brook, nos Estados Unidos, descobriram que dormir de lado ajuda a diminuir as chances de desenvolver Alzheimer, Parkinson e outras doenças neurológicas. Segundo o estudo, publicado no "Journal of Neuroscience", o cerébro consegue eliminar resíduos com mais eficiência quando se dorme nesta posição do que de costas ou de bruços. A pesquisa foi realizada em ratos, cujo cérebro é similar ao dos humanos.
O cérebro tem um sistema complexo para limpar soluções químicas prejudiciais que funciona de forma parecida com o sistema linfático, denominado de "sistema glinfático" por pesquisadores da Universidade Rochester em 2012. Este sistema possui uma espécie de "encanamento" para fazer a "drenagem" de substâncias indesejadas. O nome vem das células glia, do cérebro, que administram este sistema. Cientistas de Rochester também ajudaram no estudo.
"Com essa descoberta, acreditamos que a postura do corpo e a qualidade do sono devem ser consideradas nos diagnósticos e ajudar no entendimento sobre a limpeza de proteínas prejudiciais ao cérebro que podem contribuir ou causar doenças neurológicas", afirmou Helene Benveniste, da Universidade de Stony Brook. Ela lembra que, apesar da descoberta, ainda é preciso fazer testes em humanos. Helene e seus colegas usaram ressonância magnética de contraste dinâmico para observar esse sistema.
Os resíduos do cérebro incluem amiloides e proteínas tau, substâncias químicas que afetam o processamento do cérebro de forma negativa quando se acumulam. Já os cientistas da Universidade de Rochester contribuíram usando microscopia fluorescente e marcadores radioativos para validar os dados da ressonância e analisar a influência da postura na eliminação de amiloides do cérebro.
A posição de lado para dormir é a mais comum entre os humanos e muitos animais. "É interessante que a posição lateral para dormir já é a mais popular nos humanos e na maioria dos animais - mesmo os selvagens - e parece que nós nos adaptamos à posição justamente para limpar nosso cérebro com mais eficiência dos resíduos metabólicos que produzimos quando estamos despertos", diz Maiken Nedergaard, da Universidade de Rochester.
Segundo ela, o estudo dá subsídio ao conceito de que dormir tem uma função biológica distinta de 'arrumar' a bagunça acumulada enquanto estamos despertos. "Muitos tipos de demência estão ligados a distúrbios do sono, inclusive dificuldades em começar a dormir. Também está aumentando o conhecimento de que os distúrbios do sono podem acelerar a perda de memória na doença de Alzheimer. Nossa descoberta traz um novo insight sobre o assunto ao mostrar que a posição em que você dorme é importante", explica.
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Conheça alguns mitos e verdades sobre alzheimer15 fotos

1 / 15
O primeiro sintoma do alzheimer é a perda da memória MITO: não é apenas a perda da memória que sinaliza o alzheimer. A doença atinge inicialmente a parte do cérebro que controla a linguagem, a memória e o raciocínio, outros sintomas podem indicar sua chegada. "Esquecimentos persistentes de fatos recentes, recados, compromissos, dificuldades com planejamento de atividades, cálculos, controle das finanças, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade de executar tarefas rotineiras e alterações de comportamento (como comportamentos inesperados, inadequados, incomuns para aquela pessoa) são os primeiros sinais da doença de alzheimer", explica o psiquiatra Cássio Bottino, professor do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) Leia mais Getty Images
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sábado, 4 de julho de 2015

O SONO E SEUS BENEFÍCIOS

Oito benefícios que o sono traz para a sua saúde | Minha Vida

www.minhavida.com.br/.../14895-oito-beneficios-que-o-sono-traz-para-...
  • 2 de abr de 2015 - Nada melhor do que chegar em casa depois de um longo dia, dormir profundamente e acordar renovado no dia seguinte. Mas o sono não ...
  • Benefícios do sono - Hospital Vila da Serra

    www.hospitalviladaserra.com.br/guia-do-sono/beneficios-do-sono/
  • Uma boa noite de sono traz muitos benefícios e evita diversos distúrbios e doenças, tais como psicológicas ou cardiovasculares, além de melhorar a nossa ...
  • A importância de dormir bem: as funções do sono e seus ...

    rspress.com.br/.../a-importancia-de-dormir-bem-as-funcoes-do-sono-e-se...
  • Mas vamos ao assunto principal deste texto: a função e os benefícios do sono. O sono está relacionado com a manutenção e conservação de energia, ...
  • Os benefícios de dormir bem - Tua Saúde

    www.tuasaude.com › Distúrbios do Sono
  • Dormir bem ajuda a fortalecer a capacidade do organismo para combater infecções, ajudando a manter-se saudável, pois durante o sono o corpo produz...
  • 11 benefícios de uma boa noite de sono | Catraca Livre

    https://catracalivre.com.br/.../os-11-beneficios-de-uma-boa-noite-de-son...
  • 30 de jan de 2015 - Dormir com qualidade é o melhor medicamento possível. Uma boa noite de sono dá mais energia, ajuda a diminuir o estresse e melhora o ...
  • Benefícios do Sono - Artigos - Exercícios de Academia

    www.exerciciosdeacademia.com.br/artigos/beneficios-do-sono/
  • O sono é muito mais importante do que você imagina, além de ser um momento importante de descanso. Veja uma lista de benefícios que o sono traz.
  • Infográfico - Os benefícios do sono - Extra.com.br

    tudo.extra.com.br › Infográficos
  • Infográfico Benefícios do Sono. O ser humano passa em média 1/3 de sua vida dormindo, embora muitas vezes não saiba exatamente como fazer isso de ...
  • Benefícios De Dormir Bem: 10 Razões Para Uma Boa Noite ...

    www.saudedicas.com.br › Dicas
  • Hoje queremos destacar a importância de uma boa noite de sono, já que isso nos proporciona diversos benefícios em diferentes aspectos da nossa saúde.
  • Conheça a importância de ter uma boa noite de sono ...

    corpoacorpo.uol.com.br/corpo-e-rosto/cuidados...a...sono/2903
  • Benefícios de uma noite bem dormida Dormir bem não cura só o sono perdido na balada da noite passada! Ter uma boa noite de sono é garantia do bom e ...
  • Pele renovada e disposição: conheça os benefícios de ...

    gnt.globo.com/.../pele-renovada-e-disposicao-conheca-os-beneficios-de-...
    1. 6 de dez de 2013 - Benefícios de dormir bem passam por melhora na pele e no cabelo, ... saúde, mas a deficiência de sono será muito sentida no dia seguinte.

    Pesquisas relacionadas a sono - beneficios

    beneficios do sono apos o almoço
    maleficios do sono


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    segunda-feira, 12 de janeiro de 2015


    Oito benefícios que o sono traz para a sua saúde

    Dormir bem pode prevenir obesidade, depressão e até doenças cardíacas

    POR CAROLINA SERPEJANTE - atualizado em 04/10/2013

    Nada melhor do que chegar em casa depois de um longo dia, dormir profundamente e acordar renovado no dia seguinte. Mas o sono não assume apenas esse papel revigorante - ele tem diversas outras funções essenciais para o nosso organismo. Dormir menos que o recomendado (6 a 8 horas em média) ou acordar diversas vezes durante a noite em decorrência de distúrbios como apneia e insônia pode causar mais malefícios ao organismo do que imaginamos.

    A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que o sono de qualidade ruim desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios, favorecendo diversas doenças como obesidade e depressão. Por isso listamos todos os benefícios que uma noite bem dormida pode fazer pela sua saúde. Confira: 
    • mulher se pesando - Foto Getty Images
    • medidor de pressão - Foto Getty Images
    • mão com um barbante amarrado no dedo indicador - Foto Getty Images
    • mulher feliz - Foto Getty Images
    • idosa levantando dois halteres - Foto Getty Images
    • homem medindo a glicemia - Foto Getty Images
    • médica medindo os batimentos cardíacos de uma mulher - Foto Getty Images
    • três pessoas trabalhando - Foto Getty Images
     
     
    1 de 8
    mulher se pesando - Foto Getty Images

    Previne a obesidade

    Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade - portanto, pessoas que tem dificuldades para dormir produzem menores quantidades desta substância. "A consequência disso é ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito", explica a neurologista Rosa Hasan. Além disso, o grupo dos insones produzem uma maior quantidade de um outro hormônio, a grelina, uma substância que está relacionada a fome e a redução do gasto de energia.

    Outro fator é importante é a perda de gorduras - segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. De acordo com o estudo, dormir pouco reduz em 55% a perda de gordura. 

    medidor de pressão - Foto Getty Images

    Combate à hipertensão

    Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovou que um sono profundo e ininterrupto está relacionado a bons níveis de pressão arterial. A neurologista Rosa Hasan explica que a dificuldade em descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse, aumentando a atividade da adrenalina no corpo. "Uma noite mal dormida deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea durante a noite", explica a especialista. Ela afirma que com o tempo essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a hipertensão. 
    mão com um barbante amarrado no dedo indicador - Foto Getty Images

    Fortalece a memória

    Pressão que conseguem ter uma boa noite de sono absorvem melhor as informações do dia a dia do que aquelas que passam longos períodos sem dormir, diz um estudo feito pela Universidade de Lubeck, na Alemanha. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque durante o descanso ocorre a síntese de proteínas responsáveis pelas conexões neurais, aprimorando habilidades como memória e aprendizado.

    O especialista em apneia Fausto Ito, membro da Associação Brasileira do Sono, explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. "Por esse motivo, quem dorme mal, geralmente, sofre para se lembrar de eventos simples, como episódios ocorridos no dia anterior ou nomes de pessoas muito próximas", diz. 

    mulher feliz - Foto Getty Images

    Previne depressão

    As chances de a depressão comprometer a qualidade de vida de uma pessoa pode ser menor se ela dormir entre seis e nove horas por dia. É o que indica um estudo feito no Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, em Ohio, nos Estados Unidos, que analisou mais de dez mil pessoas.

    Os resultados mostraram que pessoas com o sono considerado "normal" - de seis a oito horas por noite - tiveram índices mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão quando comparados aos que dormiam pouco ou muito. Também foi observado aqueles que dormem menos que seis e mais de nove horas por dia sofrem uma piora na qualidade de vida e índices de depressão mais altos. 

    idosa levantando dois halteres - Foto Getty Images

    Favorece o desempenho físico

    Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento. Essa substância só começa a ser produzida aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir - por conta disso, pessoas que tem o sono fragmentado sofrem dificuldades de sintetizar esse hormônio. "O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose", explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia.
    homem medindo a glicemia - Foto Getty Images

    Controla o diabetes

    Pessoas com diabetes e tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados Unidos. Os pesquisadores monitoraram o sono de pessoas com diabetes por seis noites. Os participantes que tiveram o sono de má qualidade tiveram aumento de 23% nos níveis de glicose no sangue e 48% nos níveis de insulina. Usando esses números para estimar a resistência insulínica do indivíduo, os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que dormem mal tinham 82% mais resistência insulínica que os portadores com sono de qualidade.

    De acordo com a endocrinologista Alessandra Rasovski, dormir mal em decorrência de distúrbios do sono não só dificulta o controle da doença como também pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2. ?É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos. Quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes?, explica. 

    médica medindo os batimentos cardíacos de uma mulher - Foto Getty Images

    Diminui o risco de doenças cardiovasculares

    Uma pesquisa da Warwick Medical School, nos Estados Unidos, mostra que a privação prolongada do sono ou acordar várias vezes durante a noite pode estar relacionado a acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e doenças cardiovasculares. Os autores do estudo conduziram uma investigação que acompanhou durante 25 anos mais de 470 mil pessoas em oito países, incluindo Japão, Estados Unidos, Suécia e Reino Unido.

    De acordo com os pesquisadores, dormir pouco causa um desequilíbrio na produção de hormônios e substâncias químicas no organismo, condição que aumenta as chances de desenvolver colesterol alto, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.  

    três pessoas trabalhando - Foto Getty Images

    Melhora o desempenho no trabalho

    Pessoas que tem o sono constantemente interrompido ao longo da noite ou não dormem o suficiente não conseguem atingir os estágios mais profundos do sono, e por isso não descansam de forma adequada.

    O especialista em medicina do sono Daniel Inoue, do Hospital Santa Cruz, conta que os principais sintomas sentidos por uma pessoa que não dorme são sonolência diurna, irritabilidade, fadiga, dificuldade para se concentrar ou absorver novas informações e maior facilidade de sofrer graves acidentes de trânsito e trabalho.

    "O estresse no trabalho também pode aumentar os comportamentos de risco, como tabagismo e abuso de álcool e drogas, além de desencorajar hábitos saudáveis, como atividade física e a alimentação equilibrada", alerta Daniel. 

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    segunda-feira, 10 de novembro de 2014

    Trabalhar em horários 'antissociais' envelhece o cérebro, diz pesquisa

    James Gallagher Editor de Saúde da BBC News
    • 4 novembro 2014
    Trabalho em jornadas instáveis pode envelhecer cérebro em mais de 6 anos
    Trabalhar em horários "antissociais" pode envelhecer o cérebro prematuramente e diminuir a capacidade intelectual, de acordo com cientistas das universidades de Toulouse (França) e Swansea (País de Gales).
    O estudo, publicado na revista Occupational and Environmental Medicine, afirma que dez anos de jornadas de trabalho instáveis envelhecem o cérebro em mais de seis anos.
    Na pesquisa, depois que as pessoas pararam de trabalhar em horários alternados, houve recuperação, mas o cérebro demorou cinco anos para voltar ao normal.
    Os efeitos nocivos de trabalhar contra o relógio biológico, de câncer de mama à obesidade, já eram conhecidos. O relógio interno do corpo é projetado para que as pessoas estejam ativas durante o dia e durmam à noite.
    O novo estudo explora o impacto também sobre a mente. O cérebro naturalmente perde sua capacidade à medida que envelhecemos, mas os pesquisadores disseram que trabalhar em turnos antissociais acelera o processo.
    Três mil pessoas na França foram submetidas a testes de memória, velocidade de pensamento e capacidade cognitiva.
    Quem havia trabalhado mais de dez anos em turnos instáveis obteve resultados comparáveis a uma pessoa seis anos e meio mais velha.

    'Perda significativa'

    "Houve uma perda significativa na função cerebral. É provável que as pessoas cometam mais erros e deslizes ao tentar executar tarefas cognitivas complexas. Talvez uma em cem cometa erros com consequências importantes, mas é difícil medir a diferença que isso faz no dia a dia", disse Philip Tucker, que integrou a equipe de pesquisadores em Swansea.
    Com base nos resultados, ele disse que evitaria trabalhos noturnos "se possível", mas observou que estes turnos são um "mal necessário" do qual a sociedade não pode prescindir.
    "Há maneiras de mitigar os efeitos na forma como você planeja os horários de trabalho. Além disso, check-ups médicos devem incluir testes de desempenho cognitivo para buscar sinais de perigo", indicou.
    Michael Hastings, do laboratório de biologia molecular da organização britânica Medical Research Council, disse à BBC que "a possibilidade de reverter o quadro é uma descoberta muito animadora".
    "Não importa o quão comprometida uma pessoa esteja, sempre há esperança de recuperação", ele disse. "Ninguém havia demonstrado isso."
    Porém, Derk-Jan Dijk, do Centro de Sono de Surrey, observou que, em outras pesquisas, aposentados que costumavam trabalhar de madrugada ainda tinham um sono pior do que pessoas que nunca tinham trabalhado em horários insalubres.
    "Ou seja, alguns desses efeitos podem não ser tão facilmente ou rapidamente revertidos."

    Demência

    Para Hastings, os resultados da pesquisa podem ter implicações para o tratamento de demência, conhecida por prejudicar os padrões de sono de forma semelhante ao trabalho por turnos.
    "É improvável que possamos reverter a neurodegeneração apenas mantendo o ciclo vigília-sono o mais sólido possível. Mas você pode melhorar uma das suas consequências", explicou.
    "Em casas de repouso, uma coisa que você pode fazer para ajudar (os pacientes) é estabelecer uma rotina diária. Eles precisam de claridade durante o dia, descanso à noite e medicação apropriada, como a melatonina antes de dormir."
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    quinta-feira, 23 de outubro de 2014

    Jovem com 'síndrome da Bela Adormecida' dorme 22 h por dia

    G1
    Foto: (Foto: Reprodução/BBC)
    Beth Goodier, britânica que sofre da síndrome de Kleine-Levin (SKL), também conhecida como a síndrome da Bela Adormecida
    Beth Goodier, britânica que sofre da síndrome de Kleine-Levin
    (SKL), também conhecida como a síndrome da Bela Adormecida

    Enquanto muitos de nós sonham com algumas horas extras de sono, para uma adolescente britânica essa ideia é motivo para pesadelos.
    Durante os surtos da síndrome extremamente rara de que ela sofre - que podem durar semanas - Beth Goodier se mantém acordada por apenas algumas horas por dia.

    A jovem de 20 anos, de Stockport, perto de Manchester, sofre da Síndrome de Kleine-Levin (SKL), também conhecida como a "síndrome da Bela Adormecida".

    A condição afeta apenas 40 pessoas no Reino Unido, a maioria deles, meninos adolescentes. No mundo, os casos conhecidos somam em torno de mil.

    Apesar do nome evocativo do conto de fadas, Beth disse ao programa de TV Inside Out, transmitido pela BBC na noite da segunda-feira, que viver com a síndrome é um fardo.

    "Não é nada bonito, não é nada romântico, é horrível", afirmou.

    Comportamento infantil
    Os especialistas ainda não sabem apontar exatamente as causas da síndrome de Kleine-Levin, cujos sintomas tendem a aparecer na adolescência. No caso de Beth, aos 16 anos de idade.

    Além dos episódios de sono prolongado, a condição tipicamente causa mudanças de comportamento e leva os pacientes a um estado quase onírico, agindo de maneira infantil e comendo compulsivamente.

    A doença desaparece depois de dez a 15 anos. Mas durante esse período a vida tende a avançar lentamente para os que sofrem da síndrome, enquanto segue normalmente para todos os outros ao seu redor. O resultado pode ser uma forte sensação de isolamento.

    Nos momentos em que está bem e ativa, Beth procura se ocupar blogando sobre a SKL e expressando-se em vídeos postados no YouTube. "Quero poder fazer algo produtivo nos momentos em que estou bem", disse a jovem. "Quero ser produtiva para a sociedade".

    Beth depende quase inteiramente da mãe, Janine, que abandonou o trabalho para cuidar da filha. Ela explica que os períodos de sono prolongado são apenas uma parte do problema. Quando está desperta neste período, a filha se comporta como uma criança e permanece confusa em relação ao que é sonho e o que é realidade.

    "Quando ela está acordada, o que faz na verdade é ficar na cama ou no sofá", conta. "Ela assiste às mesmas coisas na TV repetidas vezes, porque gosta da previsibilidade."

    Mãe e filha tentam aproveitar cada oportunidade entre os surtos da síndrome para fazer coisas juntas. "Quando ela está bem, nunca discutimos o que vamos fazer na semana que vem", diz Janine. "Fazemos agora porque pode ser o único momento que conseguimos."

    Por causa da síndrome, Beth não foi à universidade nem tem condições de sair da casa da mãe.

    "Estou em uma idade em que adoraria sair de casa, porque estou pronta", conta. "Mas não posso, porque preciso do acompanhamento da minha mãe para os períodos em que estou doente. É muito frustrante."

    Condição 'devastadora'
    O especialista em neurologia Guy Leschziner, que acompanha Beth no Guy's Hospital, em Londres, diz que a síndrome é uma condição "devastadora" para jovens que já estão vulneráveis na época da vida em que aparecem os primeiros sintomas.

    "Eles estão em um ponto crucial da sua educação, da sua vida social, da sua vida familiar e da sua vida profissional", observa Leschziner. "É uma condição muito, muito devastadora nesse sentido, porque é imprevisível."

    Segundo a organização KLS Support UK – que desde 2011 dá apoio aos portadores da síndrome, e leva em seu nome a sigla da síndrome em inglês – muitas vezes o diagnóstico da doença é retardado pela falta de conhecimento geral da população, e mesmo da classe médica, sobre o problema.

    Beth espera que, falando sobre a sua própria condição, possa elevar a conscientização geral, ajudar os afetados e apoiar a pesquisa médica para entender melhor as causas e o tratamento da condição.



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    Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.
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