sábado, 6 de setembro de 2014

O efeito do café aumenta com uma… sesta

Um café e depois uma sesta de 15 minutos. Parece ser este o truque para que o café faça mesmo efeito.
  • Vários estudos sugerem que dormir a sesta depois do almoço aumenta a produtividade. LIU JIN


Muitas pessoas não precisam de um trabalho científico para ficar a saber que uma sesta rápida depois do almoço é uma boa solução para garantir uma tarde produtiva, mas novos estudos explicam porque tomar um café imediatamente antes da sesta é ainda mais eficaz para recuperar o ritmo. À primeira vista parece contraditório, já que a cafeína tem um efeito estimulante para a maioria das pessoas, mas a explicação científica para a “sesta do café” (coffee nap é o termo feliz utilizado pelos ingleses) é relativamente simples.
A estrutura química da cafeína é muito semelhante à da adenosina, um subproduto das proteínas que quando se acumula no cérebro provoca cansaço. A cafeína mimetiza (imita) a adenosina e bloqueia esses recetores impedindo que esta atue, mantendo-nos alerta. Mas a cafeína, porque entra na circulação sanguínea depois de absorvida pelo intestino delgado, demora algum tempo a chegar ao cérebro, o suficiente para que o sono nos liberte da adenosina. É nesta relação que está o “truque”: a química do sono reduz naturalmente as quantidades de adenosina no cérebro, por isso quando a cafeína chega aos recetores dos neurónios atua mais eficazmente. A Vox explica este processo em detalhe.
A sonolência depois das refeições (mais comum a seguir ao almoço), tecnicamente conhecida por astenia pós prandial, é um fenómeno biológico que tem várias explicações: o ritmo circadiano (sono/vigília), as hormonas libertadas no processo de digestão (p.ex. a insulina) e a concentração de energia no estômago para digerir os alimentos. Por isso são diferentes os efeitos entre uma refeição pesada e uma leve. Comer uma feijoada “dá mais sono” que uma salada. Simplificando, quanto mais “trabalho” o sistema digestivo tiver mais energia precisa e menos sobra para as funções cerebrais, daí a sonolência.
Dormir depois do almoço serve para facilitar a digestão e refrescar as capacidades intelectuais. As lojas fecham para que os espanhóis o façam (embora cada vez menos) e até algumas grandes empresas japonesas já perceberam os benefícios de uma sesta no aumento da produtividade — e começa a instalar-se o “negócio da sesta”: no Japão já há cafés que alugam camas ao minuto. Parece contraditório, mas experimente. Tome um café e logo de seguida durma uma sesta rápida (15/20 minutos), vai ver que acorda ainda mais revigorado.
Proponha uma correção, sugira uma pista: pesteves@observador.pt

segunda-feira, 14 de julho de 2014

 Os benefícios de dormir a sesta

Uma recente investigação desenvolvida nos Estados Unidos da América conclui que, nas crianças em idade pré-escolar, dormir a sesta durante a tarde pode melhorar a sua capacidade de aprendizagem e de memória.
Num estudo comparativo, as investigadoras compreenderam que as crianças que dormiram uma sesta apresentaram melhor desempenho e sucesso em actividades de sequência visual e espacial, do que aquelas que não dormiram a sesta.
baby-feetComo se realizou esta investigação?
As autoras do estudo ensinaram a 40 crianças em idade pré-escolar um jogo de memória, no qual cada criança observava uma grelha de imagens, tendo como objectivo lembrar-se em que posição estava cada imagem observada. Para compreenderem se existiriam diferenças significativas ou não, após o efeito da sesta, as investigadoras levaram a cabo dois testes: um primeiro, no qual todas as crianças realizaram este jogo após a sua sesta; um segundo teste, no qual todos os participantes realizaram a actividade mas sem terem dormido a sesta. Nos dias seguintes aos testes, a experiência foi repetida de modo a perceber o efeito da sesta no desempenho e sucesso da tarefa.
As conclusões foram claras: a maioria das crianças que esqueciam a posição das imagens no jogo não havia dormido durante a tarde; ao invés, as que dormiram a sua sesta alcançaram maior sucesso na actividade, lembrando-se mais das posições das imagens, quer nos dias seguintes como no momento logo após a sesta.
Assim, com os resultados deste estudo, parece não restar dúvida: dormir a sesta poderá ajudar os nossos mais pequeninos a desenvolver uma melhor capacidade de aprendizagem e a aumentar a sua capacidade de memória. Tal como indicaram as investigadoras, as crianças devem ter a oportunidade de dormir a sesta, bem como devem ser incentivadas a fazê-lo, num ambiente tranquilo e adequado que lhes encoraje a dormir descansadamente.
Andreia Cavaca



Fonte: Boas Notícias

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Cérebro envelhece mais
rápido em idosos que
dormem pouco, confirma
 pesquisa
Quanto menos os idosos dormem, mais rápido o cérebro envelhece. Aqueles que têm menos horas de sono apresentam rápido aumento do ventrículo cerebral, um marcador para o declínio cognitivo e para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Os dados são de uma pesquisa da Escola de Medicina de Singapura Duke-NUS e foram publicados pelo jornal Daily Mail.

Os cientistas analisaram 66 adultos chineses mais velhos, que foram submetidos a exames cerebrais por meio de ressonância magnética e avaliações neuropsicológicas a cada dois anos. Todos responderam questões sobre duração do sono. Os voluntários que dormiam menos horas mostraram evidências de rápido aumento do ventrículo e declínio no desempenho cognitivo.

“Nossas descobertas relacionam sono curto como um marcador de envelhecimento do cérebro. Trabalhos feitos em outros lugares sugerem que sete horas por dia para adultos parece ser o ponto ideal para um ótimo desempenho em testes cognitivos baseados em computador”, disse o cientista June Lo.

Vale lembrar que uma pesquisa recente mostrou que dormir demais na meia-idade pode ser tão ruim quanto dormir pouco. Um estudo com quase 9 mil pessoas contatou que as pessoas com idade entre 50 e 64 anos que dormiam menos de seis horas por noite ou mais de oito se saíram pior em testes de memória e habilidade de tomada de decisão. Mas o poder do cérebro só foi reduzido para idosos de 65 a 89 que dormiram muito.
TERRA

sábado, 28 de junho de 2014

Sono aumenta número de células no cérebro, diz estudo

Segundo cientistas, dormir elevaria produção de substância que protege estrutura neural.

Da BBC
Dormir libera mielina, substância que protege o circuito do cérebro, dizem cientistas (Foto: BBC)Dormir libera mielina, substância que protege o circuito do cérebro, dizem cientistas (Foto: BBC)
Cientistas americanos acreditam ter descoberto mais um motivo para incentivar as pessoas a tentar ter uma boa noite de sono: dormir ajudaria a repor um tipo de célula do cérebro. Segundo eles, dormir eleva a produção de células que produzem uma substância estimuladora conhecida como mielina, responsável proteger o circuito neural.
A pesquisa, realizada até agora somente com ratos de laboratório, poderia ajudar a entender a ação do sono na reparação e no crescimento do cérebro, além do combate à esclerose múltipla, disse a equipe de cientistas do Estado americano de Wisconsin. As descobertas foram publicadas na revista científica "Journal of Neuroscience".
A equipe liderada pela cientista americana Chiara Cirelli, da Universidade de Wisconsin, descobriu que a taxa de crescimento das células produtoras de mielina dobrou enquanto os ratos dormiam.
O aumento se deu com maior intensidade durante o período associado ao sonho - chamado de REM ou "movimento rápido dos olhos" - e foi produzido por genes. Em contrapartida, genes envolvidos na morte das células e em respostas de estresse passaram a ser observados quando as cobaias foram forçadas a permanecer acordadas.
O motivo pelo qual os seres humanos precisam dormir intriga os cientistas há séculos. Já se sabe que uma boa noite de sono ajuda o corpo a repor as energias e garante seu bom funcionamento - mas o processo biológico que acontece durante esse período só começou a ser estudado recentemente.
Crescimento e reparação
"Por muito tempo, os cientistas concentraram seus esforços em comparar a atividade cerebral quando estamos dormindo e quando estamos acordados", explica Cirelli. "Agora, está claro que a maneira como operam outras células de apoio no sistema nervoso também muda significativamente se estivermos dormindo ou acordados."

Os cientistas dizem que suas descobertas indicam que a perda de sono pode agravar alguns sintomas da esclerose múltipla, doença que prejudica a produção de mielina. Nela, o sistema imunológico ataca e destrói o revestimento de mielina dos neurônios e da medula e do cordão espinhal.
Segundo Cirelli, estudos posteriors poderão observar se o sono afeta ou não os sintomas da esclerose múltipla. Ela acrescenta que sua equipe também vai examinar se a falta de sono, especialmente durante a adolescência, pode gerar efeitos nocivos de longo prazo para o cérebro.
De acordo com o Instituto Americano de Transtornos Neurológicos e de Acidente Vascular Cerebral, dormir ajuda o sistema nervoso a funcionar corretamente. Um sono profundo coincide com a liberação do hormônio do crescimento em crianças e em jovens adultos. Muitas das células do corpo também registram elevação da produção e redução da quebra de proteínas durante esse período.
Dado que as proteínas ajudam o crescimento das células e a reparação dos danos causados por estresse e raios ultravioletas, uma boa noite de sono realmente pode significar o "sono da beleza", acrescenta a instituição.
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Déficit de sono tem efeito 'dramático' sobre o corpo humano, conclui estudo

Atualizado em  9 de junho, 2014 - 16:33 (Brasília) 19:33 GMT
Foto: BBC
Quantidades insuficientes de sono durante um período prolongado pode ter efeito profundo sobre o funcionamento do corpo humano, segundo pesquisadores britânicos.
Um experimento concluiu que a atividade de centenas de genes no organismo de voluntários foi alterada quando eles dormiram menos de seis horas por noite durante uma semana.
Em artigo na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores disseram que os resultados do estudo ajudam a explicar como o sono insuficiente prejudica a saúde.
Doenças cardíacas, diabetes, obesidade e mau funcionamento do cérebro foram vinculados ao pouco dormir.
O processo pelo qual o déficit de sono altera a saúde, no entanto, ainda não é conhecido.
A equipe da Universidade de Surrey, na Inglaterra, coletou amostras de sangue de 26 pessoas após elas terem dormido bastante - até dez horas por noite - durante uma semana.
Na segunda fase do experimento, o mesmo grupo foi submetido a uma semana de sono insuficiente - menos de seis horas por noite. Amostras de sangue foram colhidas novamente.
Ao comparar as amostras, os cientistas observaram que a atividade de mais de 700 genes no organismo dos participantes foi alterada após a mudança no padrão do seu sono.

Configuração química

Cada gene contém instruções para a fabricação de uma proteína. Portanto, os que ficaram mais ativos produziram mais proteínas. Isso alterou completamente a configuração química no corpo dos voluntários.
O relógio natural dos seus organismos também foi perturbado pela falta de sono. A atividade de alguns genes aumenta e diminui no decorrer do dia, mas esse efeito foi enfraquecido pelo déficit de sono.
Falando à BBC, Colin Smith, da Universidade de Surrey, disse que "houve uma mudança dramática na atividade de muitos tipos diferentes de genes".
"Áreas como o sistema imunológico e a forma como o organismo reage a danos e estresse foram afetadas", agregou. "Claramente, dormir é essencial para a reconstrução do corpo e a manutenção de um estado funcional. (Caso contrário) vários tipos de danos parecem acontecer, o que pode resultar em doenças. Se não podemos reabastecer ou substituir células, isso leva à (formação de) doenças degenerativas."
O especialista disse que muitas pessoas podem estar vivendo com déficits de sono ainda maiores do que os estudados. Isso significa que essas mudanças nos genes podem ser comuns.
Comentando os resultados do experimento, o pesquisador Akhilesh Reddy, que estuda o relógio biológico humano na Universidade de Cambridge, Inglaterra, disse que o estudo é "interessante".
Para ele, as revelações mais importantes são os efeitos do sono insuficiente sobre inflamações e o sistema imunológico. Ele explicou que é possível estabelecer-se um vínculo entre esses efeitos e problemas de saúde como a diabetes.

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sábado, 24 de maio de 2014

Tâmara por conter triptófano que estimula a formação de melatonina, que pode contribuir a conciliar o sono e evitar a insônia.

Tâmara




Benefícios nutricionais

As tâmaras, devido ao alto conteúdo de hidratos de carbono simples e complexos (72%) constituem um alimento muito energético (274 Kcal por 100 gramas de tâmara seca). São ideais para aqueles que precisam de muita energia, como crianças e esportistas.
Falando em esportes, as tâmaras são ricas em potássio (790 mg por 100 g de tâmara seca), cobre (0,24 mg), magnésio (65 mg) y cálcio (59 mg).
Além disso, pelo seu conteúdo em açucares complexos, são metabolizadas pelo organismo de forma demorada. Isto é uma qualidade interessante quando temos que manter um ritmo intenso de esforço físico ou mental por um período longo de tempo (esportes de resistência ou probas de longa duração).
As tâmaras são também ricas em ácido pantoténico o vitamina B5, conhecida pelos seus efeitos tranqüilizantes. Assim, têm quem chame as tâmaras de “doses naturais de anti-estressante” pela capacidade que tem de relaxar e proporcionar uma sensação de bem-estar.
Também pode ser interessante comer algumas tâmaras antes de dormir por conter triptófano que estimula a formação de melatonina, que pode contribuir a conciliar o sono e evitar a insônia.
Tâmara
Benefícios para a saúde
Muitas das virtudes curativas das tâmaras já eram conhecidas e aproveitadas na antiguidade. Hoje em dia essas propriedades tem sido confirmadas e tem se descoberto que grande parte delas se deve à riqueza destes frutos em celulose e frutose.
Ricas em ferro, são aconselhadas para quem padece alterações hepáticas e anemias. Devido ao alto conteúdo de celulose e outras fibras se recomendam nos casos de intestino preso por atuarem como suave laxante.
As tâmaras estimulam o apetite, resultando assim muito benéficas nas aflições intestinais e estomacais associadas à inapetência.
Ricas em vitaminas A, B, C e minerais como cálcio, ferro e potássio. Livres de colesterol são um aliado magnífico na luta contra o câncer.
As tâmaras são eficientes defensoras do organismo frente a gripes, viroses e outras infecções, tanto do aparelho respiratório como urinário.
Outros nomes
As tâmaras são chamadas dátiles em espanhol e dates em inglês. Já as tamareiras são Palmeras datileras em espanhol e Palm date em inglês.
Variedades
O teor de umidade e os teores de açucares solúveis dos frutos, quando atingem o estádio final de amadurecimento (Tamar), permitem classificar as tâmaras em três categorias: tâmaras moles, tâmaras semi–secas e tâmaras secas.
O teor de água dos frutos da tamareira pode variar de acordo com o grau de maturação, porém depende também da característica varietal: as tâmaras moles, em estádio tamar, apresentam teor de umidade geralmente superior a 30%; as tâmaras semi-secas entre 20 e 30% e as tâmaras secas menos de 20%.
Independente da variedade, quando a tâmara atinge o final do amadurecimento, mais de ¾ de sua composição é constituída pelos açucares solúveis. Já foi constatado que as tâmaras moles, contém muito pouco ou nenhum açúcar não redutor (sacarose); as tâmaras semi-secas, possuem em torno de 1/4 de açucares não redutores e ¾ de açucares redutores (frutose e glicose); e as tâmaras secas, apresentam aproximadamente 1/3 de açucares não redutores e 2/3 de açúcares redutores.
Fonte: www.cpatsa.embrapa.br
Tâmara
A tâmara é uma fruta rica em vitaminas do complexo B, ferro, cálcio, fibras e potássio.
De sabor doce e suave, pode ser consumida crua ou seca. Quando seca possui mais açúcar, pois o mesmo fica mais concentrado.
Deve ser consumido com grande restrição, já que é muito calórico. Quando seca, tem a vantagem de concentrar nutrientes e durar muito tempo.
Tâmara
Disponível para consumo o ano todo na forma desidratada.
Composição por 100g
Calorias
275kcal
Glicídios
74g
Proteínas
2g
Lipídios
0,45g
Cálcio
32mg
Fósforo
40mg
Ferro
1,15mg
Sódio
3mg
Potássio
652mg
Fibras
7,5g
Fonte: www.diabetes.org.br

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Comer peixe, linhaça e castanha diminui risco de Alzheimer

Pesquisa concluiu que ômega-3, nutriente presente nesses alimentos, reduz níveis de proteína no sangue associada à doença

 
Pesquisadore
Peixes e outros alimentos ricos em ômega-3 podem ser aliados para evitar Alzheimer
Peixes e outros alimentos ricos em ômega-3 podem ser aliados para evitar Alzheimer (Thinkstock)
s americanos sugeriram que comer grandes quantidades de alimentos ricos em ômega-3, como peixes, linhaça, nozes, castanhas e azeite, ajuda a evitar o Alzheimer. Isso acontece, segundo os especialistas, porque o nutriente pode reduzir os níveis de uma proteína ligada à doença no sangue de uma pessoa. O estudo, que foi conduzido no Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, foi publicado nesta quarta-feira na Neurology, revista da Academia Americana de Neurologia.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Nutrient intake and plasma β-amyloid

Onde foi divulgada: revista Neurology

Quem fez: Yian Gu, Nicole Schupf, Stephanie Cosentino e Nikolas Scarmas

Instituição: Universidade de Columbia, Estados Unidos

Dados de amostragem: 1.219 idosos com mais de 65 anos e sem demência

Resultado: Pessoas que apresentam maiores quantidades de ômega-3 no sangue, que vem com o consumo de peixe, nozes, castanha e linhaça, apresentam menores níveis de beta-amiloide, proteína associada à presença da doença de Alzheimer
Estudos anteriores já haviam indicado o efeito protetor de alimentos ricos em ômega-3 em relação à doença de Alzheimer, mas esse estudo identificou o mecanismo pelo qual o nutriente evita o aparecimento do problema. De acordo com os pesquisadores, o ômega-3 reduz a quantidade de beta-amiloide no sangue. O acúmulo dessa proteína é comumente encontrado na autópsia do cérebro de pessoas que morrem com Alzheimer e, segundo outros trabalhos, grandes quantidades do composto podem desencadear o aparecimento da doença antes mesmo de um indivíduo apresentar sintomas de perda de memória.
Nessa pesquisa, a equipe analisou 1.219 idosos com 65 anos ou mais que não tinham demência. Durante 14 meses, eles informaram aos pesquisadores sobre seus hábitos alimentares e, após esse período, foram submetidos a exames de sangue que mediram níveis da proteína beta-amiloide e de nutrientes como ômega-3, ômega-6 e vitaminas.
Resultados — Os pesquisadores observaram que os indivíduos que consumiam maiores quantidades de ômega-3 eram aqueles que apresentavam níveis menores de beta-amiloide no sangue. No entanto, essa associação não foi encontrada em relação a outros nutrientes. Segundo Nikolas Scarmeas, um dos autores do estudo, esse benefício pode ser obtido mesmo com o acréscimo de pequenas quantidades no nutriente na alimentação diária. “Nossa pesquisa acrescenta dados às evidências de que o ômega-3 é benéfico para evitar, além de doenças cardiovasculares, como vários estudos já sugeriram, o declínio de memória. O nutriente é capaz de proteger o coração e o cérebro”, diz Scarmeas.
Peixe e coração — As novas Diretrizes Europeias sobre Prevenção e Prática Clínica de Doenças Cardiovasculares, feitas pela Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês) e apresentadas nesta quinta-feira no encontro anual da entidade, na Irlanda, reforçaram as indicações de que o consumo diário de peixes e de outros alimentos ricos em ômega-3 protege o corpo contra doenças cardiovasculares. Embora os especialistas tenham focado nos benefícios do nutriente ao coração, eles reconheceram que o ácido graxo também protege o cérebro e a saúde imunológica.
As diretrizes indicam que as pessoas devam comer uma porção de peixe ao menos duas vezes por semana, e que o consumo do alimento é mais benéfico do que o uso de suplementos de ômega-3. Mas não adianta, como lembram os especialistas, ingerir peixe se uma pessoa mantém hábitos não saudáveis, como tabagismo, alcoolismo e sedentarismo.
Clique nas perguntas abaixo para saber mais sobre Alzheimer:
 
David Schlesinger, pesquisador no Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein fala sobre a doença de Alzheimer.


*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.